“As crianças não nascem marginais e têm direito a um percurso digno”

Março 5, 2010 às 10:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Cáritas Portuguesa lançou ontem uma petição que pretende levar os deputados europeus a debater o problema da pobreza, que afecta 18% da população europeia. “Acabar com a pobreza já” é o nome da campanha que partiu da Cáritas Internacional e que quer reduzir, até 2015, para metade cerca de 14 milhões de crianças que vivem abaixo do limiar da pobreza na Europa.Em Portugal, a taxa de pobreza é de 18% e tem vindo a reduzir nos últimos anos, afirmou o presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca, na cerimónia de lançamento da petição que decorreu ontem em Lisboa. Contudo, a pobreza infantil é um dos factores que mais preocupa a Cáritas e o Instituto de Apoio à Criança (IAC), parceiro nesta iniciativa. “As crianças não nascem marginais e têm direito a um percurso digno”, lembrou Dulce Rocha, presidente executiva do IAC, sublinhando a importância da educação na quebra do ciclo da pobreza e da exclusão social.

Outra meta da petição é levar os Governos a aumentar as prestações de serviços sociais e de saúde, garantindo o acesso a todos. Para isso, até 2015,a Cáritas recomenda o aumento de 50% da disponibilidade de habitação para arrendar a custos acessíveis.

Salientando que sem trabalho é impossível aumentar o nível de vida das camadas pobres, a Cáritas exige medidas políticas que permitam reduzir a taxa de desemprego para 5%. Sobre o contínuo agravamento deste problema em Portugal, Eugénio Fonseca alerta: “Há muitas pessoas que vão perder direito ao subsídio e ainda não arranjaram emprego.”

Diário de Notícias em 4 de Março de 2010


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