Estudo: “a primeira vez” dos adolescentes portugueses

Fevereiro 15, 2010 às 10:17 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Investigação pioneira em Portugal procurou saber o que motiva os adolescentes a iniciarem a vida sexual. Em média, esta começa aos 15 anos para os rapazes e aos 16 para as raparigas.Os rapazes portugueses perdem, em média a virgindade aos 15 anos mas, por sua vontade, a «primeira vez» aconteceria, no máximo, um dia antes já que consideram o intervalo ideal dos 10 aos 14 anos. Por sua vez, as raparigas iniciam a vida social aos 16 anos em média e dizem que a melhor fase para o fazer é entre os 15 e os 16 como a ideal. Estas conclusões fazem parte do estudo «Um olhar sobre o comportamento sexual e a virgindade na adolescência em Portugal», de Patrícia Gouveia, realizado no âmbito do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) e revelado pelo Diário de Notícias.

A primeira investigação deste tipo realizada no nosso país tinha a meta de «perceber os motivos que levam os adolescentes a iniciarem a sua actividade sexual», explica Patrícia Gouveia. Assim, depois de estudados 267 adolescentes entre os 12 e os 18 anos, a investigadora chegou à conclusão de que os rapazes são mais motivados pelas questões físicas e as raparigas pelas emocionais, o que leva a que eles, tendencialmente, iniciem mais cedo as experiências sexuais.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, os adolescentes foram também questionados sobre os motivos que os levam a adiar a primeira relação sexual, tendo os investigadores chegado à conclusão de que a maior motivação é o receio. Os jovens «têm medo do acto em si por ser desconhecido e das suas consequências», adianta a coordenadora do estudo, Isabel Leal.

A mesma especialista refere ainda que os rapazes correm riscos porque têm mais sexo ocasional e as raparigas porque iniciam a sua vida sexual com rapazes mais velhos. Outro facto revelado pelo trabalho do ISPA é a percepção que os jovens têm da virgindade, menos concreta «porque percebem que não tem a ver com o rompimento do hímen e dão à perda uma dimensão mais simbólica», acrescenta Isabel Leal.

Revista Pais & Filhos, em 12 de Fevereiro 2010.

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