Vá lá, desenha-me um Direito!

Janeiro 12, 2010 às 2:13 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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A Oikos está a promover em Portugal a 4.ª edição do concurso de cartazes para jovens no âmbito do 20.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, lançado pela Comissão Europeia a todos os países membros.

Pretende-se que crianças e jovens aprendam mais sobre os seus direitos e manifestem a sua opinião sobre o assunto. Para participarem devem criar equipas de 4 pessoas (idades entre 10-14 ou 15-18 anos) com um supervisor adulto.

Os participantes devem escolher um direito específico da Convenção para a ilustração no cartaz em formato A2. Dentro da temática, são livres de desenhar o que querem, como querem – à mão, em computador, com recortes, colagens… até onde a criatividade levar.

As equipas devem fazer uma pré-inscrição no website do concurso www.eurojovem.eu. No website estão disponíveis vários materiais de apoio bem como a Convenção sobre os Direitos da Criança e o regulamento detalhado do concurso.

 O cartaz deve ser enviado para as instalações da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento até dia 19 de Março de 2010, acompanhado do formulário de inscrição (disponível no site) devidamente preenchido.

 Após uma primeira selecção das obras a nível nacional, haverá uma cerimónia de entrega de prémios e as três equipas vencedoras de cada grupo entram automaticamente em competição europeia, onde Portugal já conseguiu dois lugares nas últimas competições! 

 Os vencedores europeus têm como recompensa uma visita a Bruxelas para descobrirem a cidade e as instituições europeias, participando numa cerimónia europeia de entrega dos prémios presidida por Jacques Barrot.

Em Portugal, à semelhança dos últimos quatro anos, o Concurso será coordenado pela Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, em colaboração com a Representação da Comissão Europeia.

Há vinte anos atrás, as Nações Unidas adoptaram a Convenção sobre os direitos da Criança.

Tal significa que, pela primeira vez, os países membros das Nações Unidas se puseram de acordo sobre determinados direitos que têm de ser totalmente respeitados em qualquer situação para todas as crianças com menos de 18 anos. Actualmente, são 195 os países que assinaram a Convenção.

A DG da Justiça, da Liberdade e da Segurança da Comissão Europeia dedica a 4ª edição do concurso do cartaz à celebração do aniversário deste acordo importante.

Portanto participa – aprende mais sobre os teus direitos e manifesta a tua opinião sobre o assunto!

Como? 

Cria uma equipa de 4 pessoas (com idades entre 10-14 ou 15-18 anos) com um supervisor adulto.

Escolhe um direito específico da Convenção para a ilustração no cartaz.
Apresenta as tuas ideias num cartaz em formato A2.
És livre de desenhar o que queres e como queres!

Necessitas de inspiração?

Vê os questionários e consulta a Convenção sobre os Direitos da Criança.

 Não te esqueças de nos entregar o cartaz até dia 19 de Março de 2010!

 

Recomendamos a leitura do excelente Kit pedagógico criado para esta iniciativa. Consulte aqui.

Encontra também o póster promocional e o texto integral da Convenção dos Direitos da Criança (edição da UNICEF).

 

Mais informações…

Site da Oikos – www.oikos.pt

Site do Concurso – www.eurojovem.eu 

Email de contacto – joana.dias@oikos.pt

Investigadora defende que brincar “é um acto muito sério”

Janeiro 12, 2010 às 9:46 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Livros | Deixe um comentário
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Brincar é a actividade natural da criança. No discurso dominante, o brincar, sobretudo quando relacionado com as actividades escolares, aparece quase sempre como actividade secundária e pouco relevante. Mas as crianças brincam para descobrir o mundo, as pessoas e as coisas que estão à sua volta. Se estivermos com atenção às brincadeiras das crianças podemos perceber a espontaneidade, o empenhamento voluntário, a regularidade e a consistência do acto de brincar. É um comportamento que permite o conhecimento de si próprio, do mundo físico e social e dos sistemas de comunicação. Brincar faz parte da cultura da infância e para as crianças é um acto muito sério.

Através da brincadeira, as crianças aprendem a escolher, tomar decisões, avaliar, distinguir, decidir. Para um adulto, a leitura de um livro, de um romance, é importante para a sua imaginação, ajuda a pensar e escrever. Para as crianças, o brincar ajuda a ler a realidade social, interpretá-la e a agir sobre ela.

Excerto de uma entrevista de Maria José Araújo ao site educare.pt.

Esta  investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, lançou recentemente o livro Crianças ocupadas: Como algumas opções erradas estão a prejudicar os nossos filhos, no qual pretende facultar aos pais um instrumento que lhes permita decidir o que é melhor para os seus filhos. Defende que é fundamental perceber que os mais pequenos têm ritmos de trabalho diferentes e que brincar é uma forma de descobrir o mundo.

A investigadora concluiu que as crianças, dos 6 aos 12 anos, trabalham oito a nove horas por dia, o mesmo horário de trabalho de um adulto. Aponta a necessidade de uma nova metodologia de trabalho. Não é contra a revisão da matéria dada, mas sim contra “o trabalho repetitivo e inútil”, a que muitas vezes se chama de TPC.

Pode ler aqui a entrevista na íntegra.

Encontra aqui o resumo do livro.

 


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