Crianças vão a concurso com música sobre bullying

Junho 18, 2014 às 6:00 am | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentário
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Horas passadas frente ao ecrã influenciam bem-estar das crianças

Abril 5, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 2 de abril de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Protective Effects of Parental Monitoring of Children’s Media UseA Prospective Study

Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que os pais que limitam o tempo que os filhos passam frente ao ecrã do computador ou da televisão ajudam-nas a obter melhor rendimento escolar, ser menos agressivas, dormir melhor e não ter problemas de peso.

O estudo, publicado na revista “Jama Pediatrics”, foi organizado por um grupo de investigadores liderados por Douglas Gentil, psicólogo da Universidade Estatal de Iowa, nos EUA. Envolveu 1323 estudantes de escolas dos estados norte-americanos de Iowa e Minnesota.

O objetivo era saber de que forma o acompanhamento dos pais em relação ao tempo que os filhos passam em frente ao ecrã dos computadores e televisores influencia os resultados demonstrados pelas crianças em termos físicos, sociais e académicos.

Os investigadores sabiam, com base em estudos já elaborados, que as crianças que passam muito tempo frente ao ecrã têm fraco rendimento escolar, dormem mal e ganham peso.

O estudo concluiu que, ao limitar o tempo frente ao ecrã até cerca de duas horas diárias, os pais conseguem que os filhos revelem, a médio prazo, melhores resultados escolares, além de terem um sono mais compensador e não estejam tão sujeitos à obesidade.

Também concluiu que cabe aos pediatras, psicólogos e médicos de família fazerem recomendações aos pais com base científica no sentido de controlarem as atividades dos filhos.

 

Crianças devem manter-se longe dos tablets e smartphones

Março 25, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do site crescer.sapo.pt de 17 de março de 2014.

A notícia citada na notícia é a seguinte (contém links para os estudos):

10 Reasons Why Handheld Devices Should Be Banned for Children Under the Age of 12

sapo

Pediatras norte-americanos dão 10 razões para crianças e jovens, até aos 18 anos, adiarem ao máximo o uso intensivo destes aparelhos.

A Academia de pediatras norte-americana Kaiser Foundation, e a sociedade de pediatria canadiana Active Healthy Kids Canada, foram citadas este mês pela terapeuta ocupacional de pediatria Cris Rowan, num artigo publicado no Huffington Post. Neste artigo, podia ler-se que as crianças até aos 2 anos não devem ser expostas a equipamentos eletrónicos; que as crianças entre os 3 e os 5 anos já o podem fazer, mas apenas uma hora por dia; e que as crianças entre os 6 e os 18 anos devem restringir o uso de telemóveis, tablets ou jogos eletrónicos, a apenas duas horas por dia.

Quanto às razões concretas para justificar estes conselhos, elas são 10:

1. Rápido crescimento do cérebro: Entre os 0 e os 2 anos, o cérebro das crianças triplica de tamanho e continua a ter um rápido crescimento até aos 21 anos. Quando esse desenvolvimento é causado pela exposição excessiva à tecnologias, pode gerar défice de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição do autocontrolo.

2. Atraso no desenvolvimento: A tecnologia restringe os movimentos, o que pode resultar num atraso de desenvolvimento físico das crianças, o que muitas vezes se reflete num desempenho escolar negativo.

3. Obesidade: A televisão e os vídeo-jogos estão associados ao aumento da obesidade. As crianças que têm um destes equipamentos no quarto, têm 30% mais hipóteses de sofrer de obesidade e todas as doenças que lhe estão associadas, como a diabetes. Por sua vez, uma pessoa obesa tem mais probabilidades de vir a sofrer de ataque cardíaco, enfarte e tem uma menor esperança de vida.

4. Privação do sono: 75% das crianças, entre os 9 e os 10 anos, que usam tecnologias nos seus quartos, sofrem de privação de sono e isso acaba por se refletir negativamente nas suas notas escolares.

5. Distúrbios mentais: O uso excessivo de tecnologia está relacionado com o aumento de casos de depressão infantil, ansiedade, dificuldades de relacionamento, défice de atenção, autismo, transtorno bipolar, psicose e problemas de comportamento.
6. Agressividade: Conteúdos violentos podem gerar crianças agressivas. As crianças estão cada vez mais expostas a conteúdos que envolvem violência física e sexual nos media. Nos E.U.A., a violência exibida nos media é já classificada como um Risco para a Saúde Pública, devido à relação que foi estabelecida entre esta realidade e a agressividade infantil.
7. Demência digital: Conteúdos rápidos podem contribuir para défice de atenção, assim como para uma diminuição da concentração e memória. As crianças que não conseguem prestar atenção a algo, não aprendem.
8. Dependência: Ao haver tanta tecnologia ao alcance das crianças, os pais acabam por lhes prestar menos atenção. Por sua vez, na ausência dos pais, as crianças ficam ainda mais “agarradas” à tecnologia e isto pode gerar dependência. Uma em cada 11 crianças, dos 8 aos18 anos, é viciada em tecnologia.
9. Emissões radioativas: Em maio de 2011, a World Health Organization classificou os telefones móveis na categoria 2B (possivelmente cancerígenos) no que diz respeito às radiações. Tendo em conta estes dados, e que o cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento, os riscos para as crianças podem ser ainda maiores.
10. Insustentável: As crianças são o futuro, mas não há futuro se as crianças continuarem a usar excessivamente a tecnologia. Os responsáveis por este estudo consideram de extrema importância que algo seja feito para reduzir o uso das tecnologias por parte das crianças.

Fonte: Huffington Post

 

Referencial de Educação para os Media para a Educação Pré-escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário – Documento para consulta e discussão pública

Fevereiro 3, 2014 às 10:05 am | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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referencial

Elaborado por Manuel Pinto, Sara Pereira (ambos do CECS) e Eduardo Jorge Madureira

Referencial de Educação para os Media em consulta pública

A Direção-Geral da Educação elaborou, no contexto das Linhas Orientadoras de Educação para a Cidadania, lançadas em dezembro de 2012, uma proposta de Referencial de Educação para os Media para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário. O documento, elaborado pelos investigadores Manuel Pinto, Sara Pereira (ambos do CECS) e Eduardo Jorge Madureira, foi colocado a consulta e discussão pública até ao dia 7 de fevereiro. Os interessados podem enviar comentários através de correio eletrónico (edu.media.consulta@dge.mec.pt).

Para aceder ao documento, clicar no link:

http://tinyurl.com/mchouu5

Estudo de 10 anos de duração comprova: videogames não provocam violência

Dezembro 4, 2013 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Canaltech de 22 de Novembro de 2013.

canaltech

Desde o surgimento dos primeiros consoles de videogame, há mais de vinte anos, existe um debate sobre a influência dessas plataformas no comportamento dos jogadores. Diversos estudos surgiram nas últimas décadas para mostrar os benefícios e desvantagens que esses aparelhos podem exercer na vida dos usuários. Mas, afinal, eles causam ou não um efeito negativo sobre quem está jogando?

De acordo com uma pesquisa recente, a resposta é não. Para quem lê, este pode ser apenas mais um estudo sobre o assunto, mas prova que não existe nenhum tipo de associação entre jogar videogame e ter algum tipo de comportamento agressivo. As informações são do TechSpot.

Publicado na British Medical Journal, o estudo faz parte do “UK Millennium Cohort”, um relatório do Reino Unido com dez anos de duração que observou como as crianças são afetadas psicologicamente pelos produtos do mercado do entretenimento – mais precisamente aqueles em que o usuário fica de frente para uma tela, incluindo TVs e os próprios videogames. Desde 2003, mais de 11.000 crianças a partir dos cinco anos de idade foram submetidas a vários testes de exposição diária a diferentes formas de conteúdos, tanto na televisão quanto nos consoles.

Uma década depois, os pesquisadores constataram que assistir mais de três horas à TV por dia pode aumentar as chances de desenvolver problemas comportamentais em jovens com idades entre cinco e sete anos. Por outro lado, os videogames não exercem nenhum efeito negativo nas características pessoais da criança, como comportamento e atenção, nem ajuda a desenvolver doenças emocionais. A mesma conclusão vale para meninos e meninas.

Além das crianças, o estudo coletou dados dos pais e mães para saber das atitudes dos filhos em relação à TV e ao videogame – no caso, se as crianças apresentavam sintomas de desatenção, oscilação de humor ou dificuldade de interagir socialmente quando expostas à tela do televisor/console. Também não foi detectada nenhuma relação desses meios com ações violentas. “Melhorar a qualidade de vida da criança dentro de casa é um dos principais fatores que irá ajudar em seu desenvolvimento físico e mental”, concluem os pesquisadores.

Então, o que isso tudo significa? Nada que outras pesquisas não tenham comprovado. É claro que ficar na frente da TV jogando videogame o dia inteiro não é recomendável para a saúde de ninguém. Mas este é o primeiro estudo em muito tempo que analisou um período considerável da vida dos pacientes e não encontrou nada que associe os jogos de videogame (sejam eles violentos ou não) ao comportamento do jogador.

Ou seja, os resultados dessa pesquisa britânica parecem validar o que outros especialistas já diziam: os videogames têm um papel positivo na vida do usuário e não são prejudiciais. Pelo menos até agora.
 

Hábitos alimentares das crianças pioram com a idade e com a exposição à publicidade

Novembro 28, 2013 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 26 de Novembro de 2013.

Daniel Rocha

O estudo mencionado na notícia é o seguinte: Investigação sobre a Influência da Publicidade nas crianças

Andreia Sanches

26/11/2013 – 21:20

Estima-se que as crianças e os jovens possam ver mais de 46.000 mensagens publicitárias por ano. Em Portugal, mais de 70% dos alunos entre os 8 e os 11 anos dizem que a publicidade influencia a alimentação.

As crianças mais novas até têm conhecimentos razoáveis sobre o que é uma alimentação saudável. Mas, com o passar dos anos, “perdem-nos”. E, com os conhecimentos, mudam os comportamentos, que, com a idade, se tornam menos saudáveis, mostra uma investigação feita junto de cerca de 600 alunos entre os 8 e os 11 anos que frequentam escolas da Grande Lisboa. O acumular de horas e horas de anúncios publicitários pode ajudar a explicar essa deterioração de comportamentos?

Pode, sustenta Francisco Costa Pereira, o coordenador da equipa da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias que elaborou o estudo apresentado nesta terça-feira, em Lisboa.

“O estudo não demonstra directamente uma relação entre a obesidade e a publicidade”, explica, mas há dados que dão que pensar, continua: quanto mais velhas são as crianças inquiridas, mais horas de televisão vêem e mais navegam na Internet. Quanto mais velhas, menor é o consumo de alimentos saudáveis naturais e maior o de alimentos menos saudáveis, como snacks. Os resultados sugerem que “a publicidade pode desempenhar um papel nesta relação”, conclui o estudo A Influência da Publicidade nas Crianças.

É certo que, entre os 8 e os 11 anos, as crianças também se tornam mais cépticas em relação à publicidade. Mas esta é sempre uma relação ambivalente: a afirmação “os anúncios mentem” tem quase tanto peso nas respostas dos miúdos como a de que “os anúncios mostram-me coisas boas para comprar”.

São, de resto, as próprias crianças – mais de sete em cada dez das inquiridas – a dizerem que a publicidade pode influenciar os hábitos alimentares das pessoas.

Os jovens, nomeadamente as crianças, estão expostos diariamente a milhares de mensagens publicitárias, lê-se no estudo. Estima-se que possam ver mais de 46.000 por ano. O grupo de alunos que fez parte da amostra dos investigadores portugueses revelou ter “uma vida bastante sedentária”, com cerca de metade do seu tempo disponível passado a ver televisão e a estar no computador. Estas crianças estão sujeitas a “uma exposição muito elevada a mensagens publicitárias”.

Essa “elevada exposição” ficou bem patente quando foram desafiadas a mencionar marcas: as crianças foram capazes de referir 420 marcas diferentes – à cabeça, uma marca conhecida de pronto-a-vestir, depois uma de papas e chocolates, e ainda o nome de uma cadeia de hipermercados e depois uma marca de roupa e assessórios desportivos.

Trata-se de um “repertório bastante elevado”, sustentam os investigadores, com as marcas relacionadas com os produtos alimentares a terem “um lugar destacado”.

Costa Pereira lembra que muito do que as crianças mais novas sabem sobre alimentação saudável aprendem na escola – nas aulas e através das dietas nas cantinas. Mas que esses conhecimentos e comportamentos têm de ser “consolidados” em casa, sob pena de não resistirem à passagem para o 2.º ciclo e para a fase da pré-adolescência. Por fim, sustenta que uma maior literacia da publicidade (capacidade de compreender os anúncios, quem os faz e com que objectivos) pode ajudar as crianças a terem conhecimentos e comportamentos alimentares saudáveis.

Revista Louis Braille n.º 7

Agosto 20, 2013 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Louis Braille

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ACAPO, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal

Padrões de sono de crianças perturbados por telemóveis e computador no quarto

Agosto 7, 2013 às 6:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do site TEK de 26 de Julho de 2013.

O bom senso já o dizia, mas um estudo publicado no jornal BMC Public Health comprova que quanto maior a utilização de dipositivos eletrónicos menor é a duração dos ciclos de sono, causando perturbações nos ritmos de aprendizagem.

O estudo foi realizado na Finlândia, onde investigadores do Folkhälsan Research Center analisaram os hábitos de uso de TVs, computadores e telemóveis de crianças entre os 10 e os 11 anos, assim como os seus padrões de sono.

As conclusões agora publicadas revelam que os jovens que passam mais tempo a ver TV ou no computador dormem menos e deitam-se mais tarde, mostrando-se muitas vezes cansados e com dificuldade em adormecer.

Segundo o estudo, a quantidade de horas de sono tem uma ligação direta com o desempenho escolar e a saúde física e psicológica e o uso intenso de equipamentos eletrónicos torna-se prejudicial.

A investigação realizada mostra que as crianças que têm TV ou computador no quarto deitam-se mais tarde nos dias de escola e ao fim de semana, o que resulta em menos horas dormidas, apesar das raparigas mostrarem alguma recuperação ao fim de semana, dormindo mais horas à medida que crescem.

Esta é apenas uma das diferenças identificadas entre os hábitos das raparigas e dos rapazes analisados no estudo, verificando-se também que os rapazes têm tendência para usar o computador até mais tarde.

Teija Nuutinen, que liderou o estudo, defende que os hábitos de utilização destes equipamentos têm de ser revistos, sobretudo porque os adolescentes têm necessidade de dormir mais horas. “Os hábitos de media têm de ser revistos nas crianças que estão cansadas e que têm dificuldade em se concentrar, ou que revelam problemas de comportamento causados por falta de sono”, afirma.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Crianças que vêem muita televisão têm maior risco de obesidade

Julho 10, 2013 às 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 8 de Julho de 2013.

Lusa

Estudo da Universidade de Coimbra envolveu 17.424 mil crianças de jardins-de-infância e escolas de várias regiões do país.

As crianças que passam mais tempo a ver televisão apresentam um maior risco de obesidade e tensão arterial alta, revela um estudo coordenado por Cristina Padez, da Universidade de Coimbra.

O estudo, divulgado esta segunda-feira e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, envolveu 17.424 mil crianças de jardins-de-infância e escolas de várias regiões do país, com idades entre os três e os 11 anos. Já resultou em seis artigos científicos publicados em revistas internacionais.

A investigação pretendia avaliar a alteração dos valores de obesidade infantil da população portuguesa, de 2002 a 2009, e conhecer a associação entre a obesidade infantil e os comportamentos familiares, hábitos sedentários e o ambiente onde vivem.

Cristina Padez, citada num comunicado da Universidade de Coimbra, explica que a televisão tem o maior impacto no excesso de peso e no aumento da tensão arterial, “pelo facto de as crianças estarem mais expostas a publicidade de produtos alimentares, induzindo-as à ingestão de comida normalmente pouco saudáveis”.

“Por outro lado, a televisão é mais passiva. O computador e os jogos electrónicos exigem mais concentração e interacção”, sublinha a investigadora.

O estudo determinou a percentagem de crianças que passam mais de duas horas diárias em frente ao televisor, ultrapassando os limites considerados de referência (da Academia Americana de Pediatria): 28% de meninos e 26% de meninas vêem mais de duas horas de televisão por dia durante a semana. Mas, ao fim de semana, a percentagem dispara: 75% nos meninos e 74% nas meninas.

“É urgente corrigir este e outros hábitos errados para que não se perpetuem e tenham implicações sérias na idade adulta. Os hábitos criados na infância tendem a prolongar-se para a vida adulta. Nos adultos encontramos uma forte associação entre o tempo que eles vêem televisão e valores de obesidade, hipertensão arterial, diabetes tipo II, entre outros problemas”, refere a investigadora.

“O simples facto de uma criança ser obesa apresenta três problemas: em 60% dos casos as crianças obesas apresentam já pelo menos um factor de risco que normalmente apenas se associam aos adultos, como hipertensão, colesterol elevado, triglicéridos; cerca de 40% permanece obesa na vida adulta e, mesmo as crianças que normalizam o seu peso com o crescimento, o simples facto de terem sido obesas é um risco para o aparecimento de algumas doenças principalmente cardiovasculares na vida adulta”, alerta ainda Cristina Padez. “Por isso, os pais devem limitar o tempo de televisão e estimular as brincadeiras activas.”

Segurança perto de casa e da escola

A equipa centrou-se igualmente na relação entre o ambiente onde as crianças vivem e o excesso de peso. O tipo de lojas, supermercados ou centros comerciais da zona de residência foi analisado, bem como a existência, ou não, de locais para a prática de actividades ao ar livre.

Foi também tida em conta a segurança junto à habitação: “A segurança das zonas frequentadas pelas crianças junto à habitação e à escola pode ter influência no peso. Nas sociedades urbanas, por questões de segurança, as crianças têm poucas actividades ao ar livre. Ficam em casa, vêem mais televisão e maior é o risco de serem obesas”, realça Cristina Padez.

Este estudo sócio-demográfico da obesidade infantil confirmou ainda a associação entre o grau de instrução dos pais e o peso das crianças: “Quanto menor é o grau de ensino, maior é o valor de obesidade.”

 

 

 

Crianças que veem muita TV podem tornar-se «bullies»

Abril 5, 2013 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia da TVI 24 de 26 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Do television and electronic games predict children’s psychosocial adjustment? Longitudinal research using the UK Millennium Cohort Study

Estudo realizado com britânicos nascidos depois de 2000, a partir dos cinco anos

Por: Redacção / CM

Um novo estudo britânico diz que crianças que assistem a mais de três horas diárias de televisão têm mais propensão a mentir, a enganar e um ligeiro risco acrescido de se tornarem bullies logo na escola primária.

Investigadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, tiveram por base uma amostra de 11.000 crianças nascidas no Reino Unido a partir de 2000, avaliadas numa primeira fase aos cinco anos de idade e reavaliadas aos sete.

As informações sobre o tempo despendido a ver televisão ou em jogos de computador foram registadas pelas mães, que também tiveram de classificar a saúde mental e as competências sociais dos filhos numa escala de 0 a 10. Tanto aos cinco anos como aos sete.

O comportamento psicológico foi analisado em função das horas que passaram em frente ao ecrã e tiveram também em conta fatores sócio-económicos como «família funcional/disfuncional» e «caos em casa».

Embora numa percentagem pequena, de apenas 13 por cento, os resultados foram considerados significantes pela equipa de investigação, que registou comportamentos antissociais, como agredir, bullying, mentir, enganar e roubar aos sete anos, por crianças que assistiam a três horas ou mais de televisão por dia quando tinham cinco.

Dados semelhantes não foram, contudo, observados em relação aos jogos de computador.

Relativamente às crianças envolvidas, destaque para o facto de apenas 15 por cento da amostra ter passado mais de três horas a ver televisão, enquanto três por cento chegou a ultrapassar as sete horas. Pouco mais de dois por cento não viram televisão de todo.

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