Apenas metade das crianças são transportadas correctamente no automóvel

Julho 11, 2014 às 2:00 pm | Na categoria Uncategorized | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 4 de julho de 2014.

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Por Agência Lusa

No que diz respeito à utilização correta da cadeirinha, esta tem-se mantido mais ou menos estável desde 2005, com algumas flutuações anuais não muito relevantes

Mais de 85% das crianças viajam no automóvel com cadeirinha, mas apenas metade são transportadas corretamente, segundo um estudo da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), hoje divulgado.

Desde 1996 que a APSI realiza um estudo de observação sobre a forma como as crianças até aos 12 anos são transportadas em veículos ligeiros de passageiros nas autoestradas, com o objetivo de avaliar a evolução da taxa de utilização de sistemas de retenção (cadeirinha) e a taxa de utilização correta destes sistemas.

Segundo o estudo, 14% do total das crianças observadas viaja sem qualquer proteção (ao colo ou à solta), sendo que, no grupo das crianças mais velhas, dos quatro aos 12 anos, esta percentagem é mais elevada.

Das crianças que utilizam cadeirinha (86%), apenas 51% são transportadas corretamente.

A utilização da cadeirinha é mais elevada entre os zero e os três anos (91% contra 85%, no grupo dos quatro aos 12 anos).

Face a 2012, o estudo verificou um aumento ligeiro da taxa de utilização de sistemas de retenção para crianças no grupo etário dos quatro aos 12 anos (82,1% em 2012, 84,5% em 2013).

Nas crianças mais pequenas, a taxa de utilização de cadeirinhas baixou cerca de dois por cento (de 92,8% para 90,8%).

A associação sublinha que, ao longo dos 17 anos, foi verificada “uma subida progressiva da utilização” dos sistemas de retenção, que se acentuou entre 2004 e 2005, sobretudo no grupo das crianças entre os quatro e os 12 anos.

“Desde então, tem havido algumas flutuações muito ligeiras, mas com uma tendência constante de crescimento”, salienta.

No que diz respeito à utilização correta da cadeirinha, esta tem-se mantido mais ou menos estável desde 2005, com algumas flutuações anuais não muito relevantes.

“Infelizmente, apenas metade das famílias que transportam as suas crianças com sistemas de retenção, o fazem de forma aparentemente correta”, sublinha a APSI.

O estudo de observação da APSI foi realizado a 01 de setembro do ano passado, em Lisboa, Pinhal Novo e Porto, com a colaboração da Brisa Auto-Estradas de Portugal, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

 

Estudo ACP – Proteção Infantil nos automóveis: A Segurança Responsável – Campanha 2014

Fevereiro 4, 2014 às 2:15 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe o seu comentário
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Notícia do site do ACP de 28 de Janeiro de 2014.

marcha

Mais de 45% dos condutores considera ser seguro transportar crianças no sentido da marcha do automóvel, revela um inquérito realizado pelo ACP a mais de 1800 automobilistas.

Consulte aqui o estudo realizado.

Esta opinião contraria as boas práticas em termos de segurança, já que colocar a criança virada em sentido contrário ao da marcha reduz os riscos e a gravidade das lesões.

O segundo inquérito nacional sobre segurança infantil dentro do automóvel, realizado pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), em colaboração com a Prevenção Rodoviária Portuguesa e a Cybex, envolveu 1.856 automobilistas que no último ano transportaram uma ou mais crianças com uma altura inferior a 1,50 metros e idade inferior a 12 anos.

O objetivo foi estudar os hábitos dos condutores e aferir as vantagens do transporte de crianças colocadas no sentido contrário ao da marcha.

Quase 90% dos inquiridos admitiu que transporta as crianças no sentido da marcha do veículo. Do total de respostas sobre como considera ser mais seguro transportar a criança no automóvel, 46% afirmou ser mais seguro transportá-las no sentido da marcha. 16% não soube dizer de qual das formas a criança viaja mais segura. Com base nestes dados, é lançada a campanha nacional de sen¬sibilização para o uso correto dos sistemas de retenção de crianças (SRC), sendo a redução de erros de instalação e a melhoria da sua utilização os principais eixos desta campanha. De referir que transportar uma criança em sentido contrário ao da marcha reduz cinco vezes o risco de ferimentos ou mesmo de morte.

Segundo o presidente do ACP, Carlos Barbosa, deveriam ser as autoridades a levar a cabo estas campanhas de sensibilização, pois “nem todas as cadeirinhas podem ser posicionadas no sentido contrário ao da marcha, mas os pais devem estar informados de que, sempre que tal for possível, essa é a posição correta de transporte de uma criança”. Carlos Barbosa apelou ainda a “uma maior fiscalização das autoridades, junto das creches e escolas, para que se acabe de vez com o mito de que as distâncias curtas dispensam o uso de SRC, algo que acontece muito quando se dá boleia aos colegas dos filhos ou netos, pois basta ter um acidente a 50 km/hora para provocar lesões graves, ou mesmo a morte, nas crianças”.

Este inquérito foi acompanhado de um estudo que comparou os resultados do uso de um sistema de retenção de crianças do Grupo I (9kg–18kg) em duas perspetivas: no sentido da marcha e no sentido inverso à marcha.

As conclusões mostram que, mesmo com uma boa cadeira, bem montada no automóvel, mas virada no sentido da marcha, as lesões ao nível da cervical são muito mais elevadas do quando comparadas com o caso de uma cadeira montada em sentido contrário ao da marcha, em que as forças geradas pelo impacto são distribuídas por todo o corpo da criança, diminuindo a gravidade das lesões. Quando a criança viaja no sentido da marcha sofre, no momento do impacto, o chamado “efeito-chicote”, em que o tronco da criança está bem sustentado pelo cinto de segurança da cadeira, mas devido à cabeça, que até aos dois anos representa em média 20% do peso da criança, a zona do pescoço comporta-se como um “chicote”: vai para a frente para logo depois para trás, com forças acimas do tolerável por uma criança. É uma das lesões mais frequentes em crianças até aos dois anos, vítimas de acidentes rodoviários.

Vídeos crash tests sentido da marcha e proteção crianças nos automóveis aqui

Condutores mal informados sobre utilização das cadeirinhas para crianças

Fevereiro 4, 2014 às 2:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 28 de Janeiro de 2014.

público

Graça Barbosa Ribeiro

A forma mais segura de transportar as crianças até aos três ou quatro anos é sentadas no sentido oposto ao da marcha do automóvel. Mais de metade dos condutores não sabe isso, alerta o ACP.

Um estudo que hoje é apresentado pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) revela que 46% dos condutores consideram mais seguro transportar as crianças sentadas com as cadeiras voltadas para a frente, no sentido da marcha do automóvel. Um erro, alerta o ACP, que informa que estudos internacionais indicam que colocá-las no sentido contrário reduz cinco vezes a probabilidade de ferimentos ou mesmo morte em caso acidente, pelo que é assim que as crianças devem ser transportadas até aos dois anos de idade.

O ACP cita a American Academy of Pediatrics (APP), que, segundo os autores do estudo, recomenda que as crianças sejam transportadas em cadeiras apropriadas, colocadas nos assentos traseiros no sentido inverso àquele em que circula o veículo que as transporta. Isto, até aos 24 meses ou até ao máximo de peso e altura autorizados pelo fabricante da cadeira, especificam. A Direcção-Geral de Saúde e Associação Portuguesa de Segurança Infantil vão mais longe e recomendam esta forma de transporte até aos três, quatro anos.

No texto que hoje é apresentado – e no qual serão descritos os resultados de testes de testes de acidentes com manequins, feitos pelo ACP e pela marca de cadeiras Cybex – os autores explicam que as vértebras das crianças daquela idade “estão ainda pouco desenvolvidas e unidas apenas por cartilagem, podendo não ser suficientemente fortes para proteger a medula espinal no caso de um acidente”.

Os testes mostram que, se as crianças forem sentadas no mesmo sentido que os adultos, no caso de um embate frontal a cabeça é projectada com violência para a frente, enquanto o resto do corpo se mantém preso pelos cintos da cadeira, com risco de ferimentos na cabeça, coluna e pescoço. “Ao viajar [voltada] no sentido contrário à marcha, estas zonas do corpo passam a ficar mais bem protegidas. Num impacto frontal as forças geradas no acidente ou travagem distribuem-se de maneira mais homogénea nas costas, cabeça e pescoço”.

Esta, não é, contudo, uma informação conhecida pelos condutores, segundo o ACP. De acordo com a direcção de comunicação daquele clube, foi isso que mostrou o estudo feito pela própria organização com base nas respostas a um inquérito estruturado e realizado no mês Dezembro, através da sua página na internet, a sócios que no último ano transportaram no seu carro uma ou mais crianças com altura inferior a 1,50m e idade inferior a 12 anos.

De entre os 1.856 inquiridos, informam os relatores, apenas 30 por cento afirmaram que é mais seguro sentar as crianças em cadeiras posicionadas no sentido contrário à marcha. Quase 7% disseram que aquele factor não influenciava a segurança e 17% admitiram não saber qual a melhor opção. Perto de metade (46 por cento) consideraram mais seguro transportar as crianças sentadas com as cadeiras voltadas para a frente do automóvel.

Em declarações ao PÚBLICO Carlos Barbosa considerou que o facto de se concluir que as pessoas não estão informadas deveria levar as autoridades nacionais a fazerem campanhas de sensibilização. “Nem todas as cadeirinhas podem ser posicionadas no sentido contrário à marcha, mas os pais devem saber que, sempre que possível, essa é a opção certa”, disse.

Segundo o ACP, o estudo indica que 89% dos automobilistas transportam as crianças no sentido da marcha do veículo, mas não especifica a que grupos etários se refere. Carlos Barbosa comenta que, “naturalmente, há uma idade e uma altura da criança a partir da qual não é possível sentá-las voltadas para trás, no automóvel”. Nota, porém, que não é esse factor que leva os pais a virarem-nas para a frente, mas sim a mudança da cadeira, após o uso do dispositivo conhecido por ‘ovo’. “Fazem-no por desconhecer que é conveniente para a criança continuar a instalar a cadeira no sentido oposto”, considera.

No documento, os autores notam que a Suécia dispõe de uma legislação similar à portuguesa. Também ali é feita a recomendação no sentido de estes utilizarem os dispositivos de retenção no sentido inverso à marcha até aos 3, 4 anos, atrasando ao máximo a mudança para o sentido da marcha. Dão nota, ainda, de que recentemente entrou em vigor uma norma europeia para as cadeiras de segurança que coloca entre os requisitos a possibilidade de instalação no sentido inverso ao da marcha, quando os utilizadores têm até 15 meses de idade. Isto não implica, contudo, que a venda e utilização dos modelos anteriores seja proibida.

 

 

Protecção Infantil nos Automóveis : A Segurança Responsável – Estudo ACP

Março 22, 2013 às 7:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe o seu comentário
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auto

Descarregar o estudo Aqui ou Aqui

Três em cada dez automobilistas reconhecem já ter transportado, alguma vez, crianças sem um sistema de retenção e consideram que a segurança no transporte infantil está a ser descuidada devido à crise, revela o inquérito hoje divulgado.

O primeiro inquérito nacional sobre segurança infantil dentro do automóvel, realizado pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP), em colaboração com a Prevenção Rodoviária Portuguesa e a Cybex, envolveu 1.856 automobilistas que transportaram, no último ano, crianças até aos 12 anos, com uma altura até 1,50 metros.

O objetivo foi estudar os hábitos dos condutores, identificar os problemas mais comuns no transporte infantil e analisar as consequências do uso incorreto dos sistemas de retenção.

Quase 30% dos inquiridos afirmaram ter transportado pontualmente uma criança sem cadeirinha, a maioria num percurso curto não escolar.

O estudo alerta que um acidente pode acontecer a qualquer velocidade, num grande ou pequeno percurso, dentro ou fora das localidades, sendo importante usar sempre a cadeirinha.

ler o resto do texto e ver vídeo formativo sistemas de retenção de crianças Aqui

 

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