Como a escola influencia na saúde do seu filho

Outubro 14, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do site http://revistacrescer.globo.com   29 de setembro de 2014.

revista crescer

Essa interferência é maior do que você imagina. Veja como deve ser a parceria entre pais e educadores – e os erros que ambos têm de evitar

Por Malu Echeverria

Lucas, 4 Anos, costumava chegar do colégio sempre limpo. A mãe, que andava descontente com a instituição, achou que esse era mais um sinal para trocá-la, no ano passado. Hoje, o menino, que estuda em período integral, volta para casa imundo e exausto, o que prova que está movimentando mais o corpo e gastando energia. “Costuma até tirar um cochilo antes do jantar”, conta, satisfeita, a mãe, a funcionária pública Adevanir Tiago, 47 Anos. Lucas também aprendeu a comer de tudo e sozinho, segundo ela, graças à influência dos novos colegas e dos professores. Mas não foi um aprendizado apenas para menino – ela também soube tirar proveito das lições de nutrição. “Confesso que acabava dando a comida na boca dele, para ganhar tempo e evitar bagunça, prática que também era adotada onde ele estudava anteriormente. agora, sei que devo deixá-lo à vontade e, por causa disso, ele se alimenta melhor”, afirma.

Assim como Adevanir, muitas famílias contam com os profissionais de educação para ajudar a implementar hábitos saudáveis na rotina dos filhos – da alimentação à prática de exercícios. Pudera! Atualmente, muitas crianças passam o dia na escola: A expansão do ensino integral no país, segundo o último Censo Escolar da Educação Básica, deu um salto de 45% no último ano, em relação ao ano anterior. Por isso, é naturalmente maior o número de refeições que os alunos fazem no colégio – o que redobra a importância de oferecer Alimentos saudáveis.

O especialista em ciências do movimento humano Rafael Braga, da PUC-PR, chama a atenção para outro aspecto. “Em função da crescente violência, as crianças têm, hoje, menos espaço para brincar, já que não é seguro ficar na rua. Nesse contexto, cabe à escola oferecer oportunidades para elas se desenvolverem plenamente.” Mas, na prática, o que pais e educadores podem fazer para ter um resultado inda melhor na saúde das crianças e evitar problemas como a obesidade? Descubra a seguir.

1, 2, 3 E… JÁ!

Muitos educadores afirmam, categoricamente, que as aulas de educação física são tão importantes quanto as de matemática. E eles não estão exagerando. A criança reconhece e explora o mundo através de seu corpo, por isso, é importante que adquira consciência e controle dele, o que se dá a partir do momento em que coordena seus movimentos e é capaz de se deslocar. É assim que ela estabelece conhecimento, isto é, aprende. Essa é uma das teorias do educador francês Pierre Vayer (1921-2001), um dos pioneiros no estudo da psicomotricidade na infância. Isso quer dizer, em resumo, que A aula de educação física é tão fundamental quanto à de qualquer outra disciplina para o desenvolvimento cognitivo da criança como um todo.

Mas, segundo Braga, muitos pais e até mesmo escolas subestimam o objetivo dessas aulas, supondo que sua função seria a de “apenas” brincar. Tanto que, apesar de a educação física fazer parte do currículo do Ensino Básico (conforme A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996), somente no ano passado foi aprovado um projeto de lei que exige licenciatura para o professor que ministra A disciplina. A profissão requer tanto conhecimento pedagógico quanto científico, e exige que o profissional entenda e respeite as etapas de desenvolvimento da criança.

Em um primeiro momento, entre 2 e 7 anos, as aulas visam a evolução e a melhora dos movimentos fundamentais, como correr, rolar, arremessar e se equilibrar, entre outros. “Tais habilidades motoras são importantes para a aquisição de outra mais complexas, no futuro, relacionadas não apenas aos esportes, como também a diversas profissões”, explica Braga. Por exemplo, para fazer uma incisão durante uma cirurgia, a excelência no controle motor, exigida do médico, começou a ser desenvolvida bem antes, lá na infância dele.

As atividades físicas na educação infantil e no ensino fundamental, portanto, são realmente voltadas à brincadeira e, a essa altura, você já entendeu por que ela é indispensável. A finalidade não é aprender um ou outro esporte específico, mas estimular o movimento de todas as formas possíveis. A partir dos 5 anos, começam a ser introduzidas As regras, à medida que a criança consegue combinar movimentos com mais precisão e o grau de dificuldade aumenta, como explica Láercio Aparecido Bertanha, professor de educação física do Colégio Madre Alix, em São Paulo, que é especialista em treinamento desportivo pela Unifesp. Para ele, uma boa aula é aquela em que o professor brinca junto e a criança sai suada e feliz. Mas, para que isso aconteça, as práticas devem ser variadas e dinâmicas. A sugestão de Braga é que as escolas incentivem outros esportes além daqueles que alguns educadores chamam de “quarteto fantástico”, isto é, futebol, voleibol, basquete e handebol. Se não houver atividades que fujam disso, é o caso de os pais pensarem em matricular o filho em aulas extras, como natação, circo, judô, capoeira… E deixe que ele também manifeste suas preferências!

 

Saúde Infantil – Ciclo de Palestras destinado aos educadores, professores e encarregados de educação

Outubro 8, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Divulgação | Deixe o seu comentário
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ciclo

mais informações:

https://ciecum.wordpress.com/2014/09/19/ciec-promove-ciclo-de-palestras-sobre-saude-infantil/


http://www.casadoprofessor.pt/noticias/557

 

Mochilas pesadas são prejudiciais para as crianças

Outubro 6, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Artigo de Notícias de Cascais de 15 de setembro de 2014.

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mochilas

Moda anti-vacinas provoca surto fatal nas escolas de Los Angeles

Outubro 3, 2014 às 12:30 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Sol de 17 de setembro de 2014.

sol

A recusa em vacinar crianças, devido a receios infundados de uma suposta relação entre as vacinas e doenças como o autismo, transformou as escolas dos bairros mais abastados de Los Angeles (EUA) em terreno fértil para a tosse convulsa.

De acordo com uma investigação do Hollywood Reporter, a taxa de vacinação dos alunos de várias escolas de Hollywood e Beverly Hills está ao nível dos valores registados no país menos desenvolvido do mundo, o Sudão do Sul.

Há estabelecimentos onde até 88% dos alunos, sobretudo crianças no pré-escolar, não receberam vacinas elementares como as que previnem a difteria, o tétano, a tosse convulsa ou a rubéola.

Esta tendência está fortemente relacionada com campanhas mediáticas protagonizadas por estrelas do cinema e da televisão, nomeadamente a apresentadora Jenny McCarthy, que apontam para a alegada existência de uma relação entre a vacinação e o autismo, a asma ou o eczema, e para o progressivo enfraquecimento do sistema imunitário das crianças vacinadas.

O movimento cresceu sobretudo a partir de 2007, e os seus proponentes citam frequentemente um estudo do médico britânico Andrew Wakefield, publicado no Lancet em 1998, que foi entretanto descredibilizado pelos seus pares.

O discurso tem colhido fortemente entre as classes alta e média-alta da Califórnia, tradicionalmente adeptas de terapias alternativas. Só as comunidades judias ultra-ortodoxas do Brooklyn, os amish do Ohio e os somalis do Minnesota vacinam menos as suas crianças que esta elite mediática.

É precisamente em Los Angeles que se situa o epicentro de um inédito surto de tosse convulsa que já vitimou três bebés. Pelo menos 72 casos foram acompanhados pelo Hospital Pediátrico de Los Angeles. “Tossem com tanta força que vomitam e fracturam costelas, acabando intubados e ventilados”, descreve o especialista de infeciologia da instituição, Jeffrey Bender, citado pelo Hollywood Reporter.

Pelo menos 8.000 casos foram diagnosticados por toda a Califórnia desde o início do ano.

Desde os anos 50 que os EUA não enfrentava um surto de tosse convulsa desta dimensão, graças a décadas de vacinação. O esforço, no entanto, parece estar agora a ser revertido pela recusa dos pais em vacinarem os filhos.

Também o número de casos de rubéola nos EUA se encontra no nível mais alto dos últimos 20 anos.

As autoridades sanitárias de Los Angeles criticam os pais que recusam vacinar os seus filhos, argumentando que não são apenas as suas crianças que ficam em perigo, mas também as dos outros pais.

 

6 coisas sobre a chupeta que você precisa saber

Outubro 3, 2014 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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texto do site http://revistacrescer.globo.com de 28 de julho de 2014.

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Prejudica o aleitamento e a dentição? Até quando a criança pode usar? Encontre aqui essas e outras respostas para suas maiores dúvidas sobre o assunto

Por Daniela Torres

O assunto é sempre polêmico. A maioria dos pediatras condena o uso da chupeta, mas algumas mães alegam que o acessório tem lá suas vantagens, desde que usada com moderação. Antes de você (com a orientação do pediatra) decidir se o seu filho vai ou não usá-la, melhor ficar por dentro do assunto. A seguir, seis coisas que toda mãe tem de saber.

1 – Atrapalha a amamentação? 
Vários estudos indicam que sim. Tanto é que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recomendam oficialmente a não utilização de bicos e chupetas desde o nascimento. A musculatura e a posição da língua que o bebê usa para sugar a chupeta é diferente da usada para mamar, o que confunde a criança. Quem apesar disso decidir oferecer a chupeta ao bebê só deve fazê-lo quando a amamentação estiver estabilizada, depois de três ou quatro semanas de vida da criança.

2 – Prejudica a dentição? 
Se a sua preocupação é que os dentinhos do seu filho fiquem tortos, há indícios de que, se a criança largar o acessório até os 2 anos, eles voltariam ao normal. No entanto, há outros problemas. O uso da chupeta pode favorecer alterações na respiração, na postura corporal, na fala e na mastigação. Se for usar, sempre opte pelos tipos ortodônticos.

3 – Até que idade meu filho pode usá-la? 
Ela deve ser retirada a partir de 1 ano de idade e, no máximo, até os 2. A chupeta tem de ser usada com moderação. Ou seja, não dá para a criança ficar o dia inteiro com ela na boca. Assim, o uso deve ser limitado apenas para dormir, já que a criança tende a cuspi-la depois, e em alguns casos específicos. Por exemplo, no avião, para proteger o ouvido durante a subida e a descida da aeronave, após a vacinação e quando a criança estiver chorando muito. Mas, nesses casos, o efeito é o mesmo do que dar o peito.

4 – O que é pior, chupeta ou dedo? 
O dedo é pior, pois será mais difícil a criança abandonar o hábito. O bebê não pega a chupeta sozinho, mas pode colocar o dedo na boca mesmo dormindo.

5 – A chupeta alivia a cólica do bebê? 
Em um primeiro momento, pode ser que sim, porque acalma (ou mesmo distrai) a criança. Mas, por outro lado, a criança pode engolir ar – e isso só piora a cólica.

6 – Que cuidados devo tomar com a higiene? 
A chupeta deve ser lavada com água corrente toda vez que cair no chão e, de preferência, esterilizada diariamente. E ser trocada a cada dois meses.

Fontes: Tania Shimoda, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo; Dóris Rocha Ruiz, odontopediatra da Unifesp

 

 

Apesar dos progressos significativos em matéria de sobrevivência infantil, 1 milhão de crianças morrem no primeiro dia de vida, maioritariamente de causas evitáveis

Setembro 18, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 16 de setembro de 2014.

unicef

 

Análise indica falhas do sistema de saúde durante momentos-chave em torno da altura  do nascimento como um dos principais factores que contribui estas mortes desnecessárias

NOVA IORQUE/LISBOA, 16 de Setembro de 2014 – As taxas de sobrevivência infantil melhoraram substancialmente desde 1990 até agora, período em que o número absoluto de mortes de crianças menores de cinco anos diminuiu para metade – de 12.7 milhões para 6.3 milhões, segundo um relatório da UNICEF lançado hoje.

O relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’ (‘Committing to Child Survival: A Promise Renewed’) diz que os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido são os mais vulneráveis, e que quase 2.8 milhões de bebés morrem anualmente durante este período; e acrescenta que um milhão de recém-nascidos morre no primeiro dia de vida.

Muitas destas mortes poderiam ser facilmente evitadas com intervenções simples, eficazes e de baixo custo antes, durante e imediatamente após o nascimento.

Os estudos apontam para a existência de falhas no sistema de saúde durante o tempo crítico que rodeia o parto como um factor muito significativo para estas mortes desnecessárias. E mostram também que existem variações consideráveis – de país para país e entre ricos e pobres – na no recurso e na qualidade dos serviços de saúde disponíveis para mulheres grávidas e para os seus bebés.

As principais conclusões deste estudo incluem:

  •  Cerca de metade de todas as mulheres não recebem o mínimo recomendado de quatro consultas pré-natais durante a gravidez.
  •  As complicações durante o trabalho de parto e parto são responsáveis por cerca de 1/4 de todas as mortes neonatais no mundo. Em 2012, 1 em cada 3 bebés (aproximadamente 44 milhões) vieram ao mundo sem apoio médico adequado.
  •  Os dados indicam que o início da amamentação durante a primeira hora após o nascimento diminui o risco de morte neonatal em 44%, mas menos de metade de todos os recém-nascidos no mundo colhe os benefícios da amamentação imediata.
  •  A falta de cuidados de qualidade é muito grande mesmo para as mães e bebés que recorrem ao sistema de saúde. Um estudo da UNICEF levado a cabo em 10 países com taxas de mortalidade elevadas, revela que menos de 10% dos bebés cujo parto foi assistido por uma parteira qualificada continuaram a beneficiar das sete intervenções pós-natais necessárias, nomeadamente da iniciação precoce à amamentação. De igual modo, menos de 10% das mães que consultaram um profissional de saúde durante a gravidez receberam o conjunto de oito intervenções pré-natais recomendadas.
  • Os países com número de mortes neonatais mais elevados têm também uma baixa cobertura de cuidados pós-natais para mães – Etiópia (84.000 mortes, 7% de cobertura); Bangladesh (77.000; 27%); Nigéria (262.000; 38%); Quénia (40.000; 42%).
  •  Os bebés cujas mães têm menos de 20 anos ou mais de 40 na altura do nascimento têm taxas de mortalidade mais elevadas.

O relatório mostra ainda que o nível de educação e a idade da mãe têm um impacto significativo na probabilidade de sobrevivência do seu bebé. As taxas de mortalidade neonatais em mulheres com pouca ou nenhuma educação são quase o dobro da que se verifica em mães que frequentaram o ensino secundário ou superior.

“Os dados mostram claramente que as hipóteses de sobrevivência de um bebé aumentam drasticamente quando a mãe tem acesso sustentado a cuidados de saúde de qualidade durante a gravidez e o parto,” afirmou Geeta Rao Gupta, Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Temos de garantir que estes serviços, onde existam, sejam plenamente utilizados e que cada contacto entre a mãe e o profissional de saúde que a assiste seja relevante. Devem também ser tomadas medidas especiais para abranger os mais vulneráveis.”

As desigualdades, particularmente no acesso aos cuidados de saúde, continuam a ser muito pronunciadas nos países menos desenvolvidos: as mulheres dos agregados familiares mais ricos têm três vezes mais probabilidades do que as mais pobres de terem um parto assistido por um profissional de saúde qualificado. No entanto, o relatório sugere que as discrepâncias relativas à mortalidade de crianças menores de cinco anos estão a diminuir de forma gradual. Em todas as regiões, com excepção da África subsariana, a mortalidade de menores de cinco anos nos grupos mais pobres da sociedade está a diminuir mais rapidamente do que nos mais ricos. De realçar que, ao nível dos países, os ganhos absolutos em matéria de sobrevivência infantil são maiores nas camadas mais pobres do que nas mais abastadas.

“É muito animador ver que as desigualdades na sobrevivência infantil estão a diminuir,” disse Geeta Rao Gupta. “Temos de aproveitar esta dinâmica e usá-la para impulsionar programas que centrem recursos nos agregados familiares mais pobres e marginalizados; uma estratégia que pode salvar o maior número de crianças.”

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Nota aos Editores:

‘Uma Promessa Renovada’ é um movimento global que tem como objectivo promover a estratégia ‘Todas as Mulheres Todas as Crianças’ (‘Every Woman Every Child’) – lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destinada a mobilizar e intensificar a acção global para melhorar a saúde das mulheres e das crianças em todo o mundo, através da acção e sensibilização com vista a acelerar a diminuição das mortes maternas, neonatais e infantis.

O movimento emergiu do ‘Apelo à Acção pela Sobrevivência Infantil’ (‘Child Survival Call to Action’), um fórum ao mais alto nível convocado em Junho de 2012 pelos Governos da Etiópia, da Índia e dos Estados Unidos, em colaboração com a UNICEF, a fim de analisar novas formas para estimular os progressos em matéria de sobrevivência infantil. Baseia-se na convicção de que a sobrevivência infantil é uma responsabilidade partilhada e que todos – governos, sociedade civil, sector privado e indivíduos – têm uma contribuição vital a fazer.

Desde Junho de 2012, 178 governos e muitas organizações da sociedade civil, do sector privado e indivíduos assinaram um compromisso de redobrar os seus esforços, e estão a transformar esses compromissos em acção e instrumentos de sensibilização. Mais informação sobre ‘Uma Promessa Renovada’ disponível em: www.apromiserenewed.org

Acerca do relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’:

O relatório deste ano incide sobre a sobrevivência neonatal. Este relatório apresenta não apenas níveis e tendências na mortalidade de crianças menores de cinco anos e neonatal desde 1990, como também proporciona análises sobre intervenções-chave para mães e recém-nascidos.

Siga-nos no Twitter, Facebook, Instagram e G+.

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Acerca da UNICEF:

A UNICEF promove os direitos e bem-estar de todas as crianças, em tudo o que fazemos. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para traduzir este nosso compromisso em acções concretas, centrando especialmente os nossos esforços em chegar às crianças mais vulneráveis e marginalizadas, para o benefício de todas as crianças, em qualquer parte do mundo. Para saber mais, visite http://www.unicef.pt

Para mais informação, é favor contactar:

- Vera Lança, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, vlanca@unicef.pt

- Carmen Serejo, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, cserejo@unicef.pt

 

 

Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais” – livro digital

Julho 29, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Livros, Recursos educativos | Deixe o seu comentário
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mesa

O livro do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) intitulado `Da mesa à horta: Aprendo a gostar de fruta e vegetais´ está disponível AQUI.

Este guia prático de alimentação teve por base resultados da coorte Geração 21, assim como evidência científica já existente e pretende `numa viagem da mesa à horta´ promover o contacto das crianças e pais com a fruta e os hortícolas, incluindo as crianças no processo de produção, compra, preparação e confecção dos mesmos, de modo a incentivar o seu consumo.

O objectivo é que seja um guia prático, útil para pais mas também pessoas e instituições que acompanhem crianças destas idades.

 

Filhos de homossexuais são tão (ou mais) saudáveis como as outras crianças

Julho 15, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Artigo do P3 do Público de 8 de julho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Parent-reported measures of child health and wellbeing in same-sex parent families: a cross-sectional survey

Robert Galbraith Reuters

Os filhos de casais homossexuais são tão ou mais saudáveis do que as crianças que vivem em contexto familiar heterossexual, conclui um estudo realizado por uma universidade australiana

Texto de Lusa

No que diz respeito à saúde, as crianças criadas em contexto homossexual “estão a sair-se bem, quando não melhor”, do que as que vivem em contexto heterossexual, considera a equipa de investigadores da Universidade de Melbourne, que publicou o estudo na revista médica “BMC Public Health” a 21 de Junho.

Os resultados do estudo australiano, que pretendia “descrever o bem estar físico, mental e social das crianças australianas que vivem com casais do mesmo sexo, e o impacto que o estigma tem nelas”, foram noticiados esta terça-feira pelo jornal “The Washington Post”.

A conclusão “não é propriamente uma novidade” e “confirma” o que já se sabia, que “são mais as semelhanças do que as diferenças entre as crianças que são educadas em contexto hetero e em contexto homoparental”, destaca o psicólogo Jorge Gato, que ajudou a Lusa a ler os resultados.

Todos os estudos já feitos mostram que, “independentemente do método, do tamanho da amostra, daquilo que se estuda, há sempre uma convergência numa maior semelhança do que diferença entre estas duas famílias”, resume Jorge Gato. A “BMC Public Health” é uma revista “idónea”, onde “é difícil publicar”, pois “só” se aceitam “artigos de qualidade”, frisa Jorge Gato, destacando a dimensão do estudo australiano, que recorreu a uma amostra “bastante significativa”.

A equipa da Universidade de Melbourne seguiu 315 casais homossexuais e 500 crianças em toda a Austrália, comparando os seus resultados com os indicadores de saúde e bem-estar da população em geral.

Outra das novidades é que o estudo inclui quase 20% de crianças que vivem com casais homossexuais, amostra geralmente “menos estudada, porque menos disponível”, realça Jorge Gato. “É mais fácil estudar as lésbicas, também porque provavelmente serão a maioria, porque é mais fácil para uma lésbica recorrer a uma inseminação artificial do que a um gay recorrer a uma barriga de aluguer”, explica.

Em indicadores como “comportamento emocional” e “funcionamento físico”, os investigadores australianos não encontraram diferenças entre as crianças em contexto homo e heteroparental, sublinhando que as qualidades da educação e o bem estar económico das famílias são mais importantes do que a orientação sexual dos pais.

Por outro lado, “as crianças que vivem com famílias homossexuais tiveram resultados, em média, 6% melhores em dois indicadores: saúde geral e coesão familiar”, concluiu a equipa liderada pelo investigador Simon Crouch.

A conclusão de que os casais do mesmo sexo podem ser bons pais dá eco aos resultados de investigações já realizadas no passado. Porém, este estudo sugere que os filhos desses casais podem estar em vantagem por não terem um educação tão estereotipada no que respeita às relações e papéis de género. Em declarações à ABC News, Simon Crouch deu como exemplo que os casais do mesmo sexo têm mais probabilidade de partilhar responsabilidades em casa do que os casais heterossexuais. Sair do esquema tradicional dos papéis de género resulta numa “unidade familiar mais harmoniosa”, refere o estudo.

“Quando emergem diferenças [entre filhos de homo e heterossexuais], são geralmente a favor das crianças educadas em contexto homoparental, é o caso aqui também”, nota Gato. “Uma educação não tão estereotipada, mais livre, mais virada para a diversidade” promove o bem estar, corrobora o investigador, acrescentando que, geralmente, os casais homossexuais investem muito nas crianças, porque “foram uma escolha” e “raramente” um “acidente”.

De acordo com o estudo, cerca de dois terços das crianças com pais homossexuais experimentaram alguma forma de discriminação por causa da orientação sexual dos seus pais, mas, “mesmo assim, conseguem ter melhores resultados do que os outros em algumas áreas”, refere Gato.

O estudo sublinha que “nenhum tipo de família é necessariamente melhor do que outro” e que as crianças “podem crescer em contextos familiares muito diferentes”. Resumindo, “não é verdade” que, “como frequentemente se sugere, as crianças de pais do mesmo sexo tenham piores resultados por lhes faltar uma figura parental”, sustenta a equipa, garantindo que “os dados são suficientes para saber o que é bom para as crianças”.

 

 

Crianças em clima de crise sofrem mais problemas de saúde – Estudo

Junho 20, 2014 às 9:47 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do site noticiasaoaminuto.com de 18 de junho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Crisis económica, pobreza e infancia. ¿Qué podemos esperar en el corto y largo plazo para los “niños y niñas de la crisis”? Informe SESPAS 2014

mais estudos sobre a crise económica e saúde:

Gaceta Sanitaria Junio 2014 Vol. 28. Núm. S1. Páginas 1-146

D.R.

Um estudo realizado pela Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária conclui que as crianças que estão mais sujeitas à crise têm mais hipóteses de sofrer problemas de saúde no futuro, noticia o La Vanguardia.

As crianças que estão a ser mais afetadas pela crise terão mais problemas de saúde, como patologias cardiovasculares e diabetes e depressões. Além disso, como estão sujeitas a piores sistemas de educação, terão piores empregos e mais dificuldades de acesso ao trabalho.

Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Crise económica e saúde”, elaborado pela Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária.

Segundo o estudo, os três primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para o seu desenvolvimento posterior e para a sua felicidade. Uma má nutrição, o atraso na escolarização e a falta de desenvolvimento cognitivo, consequências de se viver em locais fortemente prejudicados pela crise, pode levar a que essas mesmas crianças sofram de vários problemas de saúde no futuro.

Inma Cortés, uma das autoras da investigação, explica que o desemprego, o medo de despejos e dificuldades para pagar as hipotecas têm um impacto na saúde mental, aumentando os casos de ansiedade e depressão.   

O estudo, que é noticia no La Vanguardia, salienta,  que as crianças, os idosos e os imigrantes são os três grupos mais afetados pela crise, e que as políticas de combate à crise estão a realizar “cortes indiscriminados”.

 

 

Crianças europeias reconhecem riscos para a saúde do vício na Net

Junho 13, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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De acordo com os responsáveis pelo relatório, a prevenção está demasiado centrada no ‘cyberbullying’, na proteção da informação pessoal e no contacto pessoal com estranhos que se conheceu ‘online’.

As crianças europeias reconhecem que o vício na Internet lhes pode provocar problemas de saúde, e mencionam dores de cabeça e problemas de visão como consequência do excessivo tempo despendido ‘online’, refere um relatório apoiado pela União Europeia.

A perda de contacto com a realidade, assim como a falta de interesse por atividades, foram reconhecidas como consequências do vício na Internet pelas crianças de nove países europeus que participaram num estudo da rede ‘EU Kids Online’, dedicado a analisar o que os mais novos percecionam como situações problemáticas ao usar a Internet.

“Depois de passarem demasiado tempo ‘online’, algumas disseram sentir dores de cabeça, problemas de visão, sonos irregulares e até mesmo a perda de amigos”, refere-se nas conclusões do relatório agora divulgado, que envolveu a participação de 378 crianças entre os 9 e os 16 anos de idade, com origem em Portugal, Bélgica, República Checa, Grécia, Itália, Malta, Roménia, Espanha e Reino Unido.

No entanto, o que os jovens mais receiam ao usarem a Internet é serem vítimas de assédio ou ‘bullying’, de acordo com as conclusões do relatório, que já tinham sido parcialmente divulgadas em fevereiro, a propósito do dia da Internet Segura.

As conclusões indicam também que as vítimas deste tipo de violência, frequentemente veiculada através das redes sociais, tendem a recorrer mais a estratégias proactivas de defesa que evitem a exposição a situações de risco, do que a procurar apoio social – junto da família, amigos e escola – para lidar com o problema, sendo que são as raparigas quem mais procura ajuda social.

No que diz respeito à mediação de potenciais situações problemáticas, os pais são uma importante rede de apoio junto dos mais novos, que são aqueles que têm menos relutância em recorrer à intervenção parental. Os mais velhos tendem a ver a intervenção dos pais nestas situações como uma invasão de privacidade, sobretudo quando estes pedem para verificar os aparelhos eletrónicos que os filhos estavam a usar.

“Isto é um problema, porque pode provocar conflitos no seio da família e tornar menos provável que as crianças confiem nos pais para lhes contar os problemas que surjam”, lê-se nas conclusões.

Sobre o envolvimento das escolas na mediação e prevenção de conflitos, o relatório refere que “variou consideravelmente, dependendo da cultura da escola, e das aptidões e conhecimentos tecnológicos dos professores”.

Em alguns casos, acrescenta-se, as estratégias de prevenção são incorporadas em atividades em sala de aula, ou organizam-se palestras para alertar para os riscos.

Os autores do estudo apontam algumas políticas que podiam ser adotadas para lidar de forma mais abrangente com as várias situações de vulnerabilidade que os mais novos podem enfrentar pelo uso da Internet.

De acordo com os responsáveis pelo relatório, a prevenção está demasiado centrada no ‘cyberbullying’, na proteção da informação pessoal e no contacto pessoal com estranhos que se conheceu ‘online’

“As crianças precisam de uma educação mais vasta e detalhada sobre o mundo digital que as ajude a avaliar melhor situações problemáticas. Também precisam de mais educação relativamente à exposição a conteúdos de cariz sexual ou a contactos de índole sexual, assim como de mais informação sobre vício digital e problemas comerciais”, refere o estudo.

Os autores defendem ainda que as estratégias de prevenção devem ter em conta o contexto social das crianças, a sua idade e deve valorizar o país de origem de cada uma, dando como exemplo o facto de aquelas que são de países da ex-federação soviética verem o ‘download’ ilegal como uma situação mais aceitável do que as crianças do Reino Unido, que identificam os problemas legais destas ações.

 

Jornal i em 2 Jun 2014

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