Apesar dos progressos significativos em matéria de sobrevivência infantil, 1 milhão de crianças morrem no primeiro dia de vida, maioritariamente de causas evitáveis

Setembro 18, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 16 de setembro de 2014.

unicef

 

Análise indica falhas do sistema de saúde durante momentos-chave em torno da altura  do nascimento como um dos principais factores que contribui estas mortes desnecessárias

NOVA IORQUE/LISBOA, 16 de Setembro de 2014 – As taxas de sobrevivência infantil melhoraram substancialmente desde 1990 até agora, período em que o número absoluto de mortes de crianças menores de cinco anos diminuiu para metade – de 12.7 milhões para 6.3 milhões, segundo um relatório da UNICEF lançado hoje.

O relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’ (‘Committing to Child Survival: A Promise Renewed’) diz que os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido são os mais vulneráveis, e que quase 2.8 milhões de bebés morrem anualmente durante este período; e acrescenta que um milhão de recém-nascidos morre no primeiro dia de vida.

Muitas destas mortes poderiam ser facilmente evitadas com intervenções simples, eficazes e de baixo custo antes, durante e imediatamente após o nascimento.

Os estudos apontam para a existência de falhas no sistema de saúde durante o tempo crítico que rodeia o parto como um factor muito significativo para estas mortes desnecessárias. E mostram também que existem variações consideráveis – de país para país e entre ricos e pobres – na no recurso e na qualidade dos serviços de saúde disponíveis para mulheres grávidas e para os seus bebés.

As principais conclusões deste estudo incluem:

  •  Cerca de metade de todas as mulheres não recebem o mínimo recomendado de quatro consultas pré-natais durante a gravidez.
  •  As complicações durante o trabalho de parto e parto são responsáveis por cerca de 1/4 de todas as mortes neonatais no mundo. Em 2012, 1 em cada 3 bebés (aproximadamente 44 milhões) vieram ao mundo sem apoio médico adequado.
  •  Os dados indicam que o início da amamentação durante a primeira hora após o nascimento diminui o risco de morte neonatal em 44%, mas menos de metade de todos os recém-nascidos no mundo colhe os benefícios da amamentação imediata.
  •  A falta de cuidados de qualidade é muito grande mesmo para as mães e bebés que recorrem ao sistema de saúde. Um estudo da UNICEF levado a cabo em 10 países com taxas de mortalidade elevadas, revela que menos de 10% dos bebés cujo parto foi assistido por uma parteira qualificada continuaram a beneficiar das sete intervenções pós-natais necessárias, nomeadamente da iniciação precoce à amamentação. De igual modo, menos de 10% das mães que consultaram um profissional de saúde durante a gravidez receberam o conjunto de oito intervenções pré-natais recomendadas.
  • Os países com número de mortes neonatais mais elevados têm também uma baixa cobertura de cuidados pós-natais para mães – Etiópia (84.000 mortes, 7% de cobertura); Bangladesh (77.000; 27%); Nigéria (262.000; 38%); Quénia (40.000; 42%).
  •  Os bebés cujas mães têm menos de 20 anos ou mais de 40 na altura do nascimento têm taxas de mortalidade mais elevadas.

O relatório mostra ainda que o nível de educação e a idade da mãe têm um impacto significativo na probabilidade de sobrevivência do seu bebé. As taxas de mortalidade neonatais em mulheres com pouca ou nenhuma educação são quase o dobro da que se verifica em mães que frequentaram o ensino secundário ou superior.

“Os dados mostram claramente que as hipóteses de sobrevivência de um bebé aumentam drasticamente quando a mãe tem acesso sustentado a cuidados de saúde de qualidade durante a gravidez e o parto,” afirmou Geeta Rao Gupta, Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Temos de garantir que estes serviços, onde existam, sejam plenamente utilizados e que cada contacto entre a mãe e o profissional de saúde que a assiste seja relevante. Devem também ser tomadas medidas especiais para abranger os mais vulneráveis.”

As desigualdades, particularmente no acesso aos cuidados de saúde, continuam a ser muito pronunciadas nos países menos desenvolvidos: as mulheres dos agregados familiares mais ricos têm três vezes mais probabilidades do que as mais pobres de terem um parto assistido por um profissional de saúde qualificado. No entanto, o relatório sugere que as discrepâncias relativas à mortalidade de crianças menores de cinco anos estão a diminuir de forma gradual. Em todas as regiões, com excepção da África subsariana, a mortalidade de menores de cinco anos nos grupos mais pobres da sociedade está a diminuir mais rapidamente do que nos mais ricos. De realçar que, ao nível dos países, os ganhos absolutos em matéria de sobrevivência infantil são maiores nas camadas mais pobres do que nas mais abastadas.

“É muito animador ver que as desigualdades na sobrevivência infantil estão a diminuir,” disse Geeta Rao Gupta. “Temos de aproveitar esta dinâmica e usá-la para impulsionar programas que centrem recursos nos agregados familiares mais pobres e marginalizados; uma estratégia que pode salvar o maior número de crianças.”

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Nota aos Editores:

‘Uma Promessa Renovada’ é um movimento global que tem como objectivo promover a estratégia ‘Todas as Mulheres Todas as Crianças’ (‘Every Woman Every Child’) – lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destinada a mobilizar e intensificar a acção global para melhorar a saúde das mulheres e das crianças em todo o mundo, através da acção e sensibilização com vista a acelerar a diminuição das mortes maternas, neonatais e infantis.

O movimento emergiu do ‘Apelo à Acção pela Sobrevivência Infantil’ (‘Child Survival Call to Action’), um fórum ao mais alto nível convocado em Junho de 2012 pelos Governos da Etiópia, da Índia e dos Estados Unidos, em colaboração com a UNICEF, a fim de analisar novas formas para estimular os progressos em matéria de sobrevivência infantil. Baseia-se na convicção de que a sobrevivência infantil é uma responsabilidade partilhada e que todos – governos, sociedade civil, sector privado e indivíduos – têm uma contribuição vital a fazer.

Desde Junho de 2012, 178 governos e muitas organizações da sociedade civil, do sector privado e indivíduos assinaram um compromisso de redobrar os seus esforços, e estão a transformar esses compromissos em acção e instrumentos de sensibilização. Mais informação sobre ‘Uma Promessa Renovada’ disponível em: www.apromiserenewed.org

Acerca do relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’:

O relatório deste ano incide sobre a sobrevivência neonatal. Este relatório apresenta não apenas níveis e tendências na mortalidade de crianças menores de cinco anos e neonatal desde 1990, como também proporciona análises sobre intervenções-chave para mães e recém-nascidos.

Siga-nos no Twitter, Facebook, Instagram e G+.

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Acerca da UNICEF:

A UNICEF promove os direitos e bem-estar de todas as crianças, em tudo o que fazemos. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para traduzir este nosso compromisso em acções concretas, centrando especialmente os nossos esforços em chegar às crianças mais vulneráveis e marginalizadas, para o benefício de todas as crianças, em qualquer parte do mundo. Para saber mais, visite http://www.unicef.pt

Para mais informação, é favor contactar:

- Vera Lança, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, vlanca@unicef.pt

- Carmen Serejo, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, cserejo@unicef.pt

 

 

Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais” – livro digital

Julho 29, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Livros, Recursos educativos | Deixe o seu comentário
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mesa

O livro do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) intitulado `Da mesa à horta: Aprendo a gostar de fruta e vegetais´ está disponível AQUI.

Este guia prático de alimentação teve por base resultados da coorte Geração 21, assim como evidência científica já existente e pretende `numa viagem da mesa à horta´ promover o contacto das crianças e pais com a fruta e os hortícolas, incluindo as crianças no processo de produção, compra, preparação e confecção dos mesmos, de modo a incentivar o seu consumo.

O objectivo é que seja um guia prático, útil para pais mas também pessoas e instituições que acompanhem crianças destas idades.

 

Filhos de homossexuais são tão (ou mais) saudáveis como as outras crianças

Julho 15, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Artigo do P3 do Público de 8 de julho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Parent-reported measures of child health and wellbeing in same-sex parent families: a cross-sectional survey

Robert Galbraith Reuters

Os filhos de casais homossexuais são tão ou mais saudáveis do que as crianças que vivem em contexto familiar heterossexual, conclui um estudo realizado por uma universidade australiana

Texto de Lusa

No que diz respeito à saúde, as crianças criadas em contexto homossexual “estão a sair-se bem, quando não melhor”, do que as que vivem em contexto heterossexual, considera a equipa de investigadores da Universidade de Melbourne, que publicou o estudo na revista médica “BMC Public Health” a 21 de Junho.

Os resultados do estudo australiano, que pretendia “descrever o bem estar físico, mental e social das crianças australianas que vivem com casais do mesmo sexo, e o impacto que o estigma tem nelas”, foram noticiados esta terça-feira pelo jornal “The Washington Post”.

A conclusão “não é propriamente uma novidade” e “confirma” o que já se sabia, que “são mais as semelhanças do que as diferenças entre as crianças que são educadas em contexto hetero e em contexto homoparental”, destaca o psicólogo Jorge Gato, que ajudou a Lusa a ler os resultados.

Todos os estudos já feitos mostram que, “independentemente do método, do tamanho da amostra, daquilo que se estuda, há sempre uma convergência numa maior semelhança do que diferença entre estas duas famílias”, resume Jorge Gato. A “BMC Public Health” é uma revista “idónea”, onde “é difícil publicar”, pois “só” se aceitam “artigos de qualidade”, frisa Jorge Gato, destacando a dimensão do estudo australiano, que recorreu a uma amostra “bastante significativa”.

A equipa da Universidade de Melbourne seguiu 315 casais homossexuais e 500 crianças em toda a Austrália, comparando os seus resultados com os indicadores de saúde e bem-estar da população em geral.

Outra das novidades é que o estudo inclui quase 20% de crianças que vivem com casais homossexuais, amostra geralmente “menos estudada, porque menos disponível”, realça Jorge Gato. “É mais fácil estudar as lésbicas, também porque provavelmente serão a maioria, porque é mais fácil para uma lésbica recorrer a uma inseminação artificial do que a um gay recorrer a uma barriga de aluguer”, explica.

Em indicadores como “comportamento emocional” e “funcionamento físico”, os investigadores australianos não encontraram diferenças entre as crianças em contexto homo e heteroparental, sublinhando que as qualidades da educação e o bem estar económico das famílias são mais importantes do que a orientação sexual dos pais.

Por outro lado, “as crianças que vivem com famílias homossexuais tiveram resultados, em média, 6% melhores em dois indicadores: saúde geral e coesão familiar”, concluiu a equipa liderada pelo investigador Simon Crouch.

A conclusão de que os casais do mesmo sexo podem ser bons pais dá eco aos resultados de investigações já realizadas no passado. Porém, este estudo sugere que os filhos desses casais podem estar em vantagem por não terem um educação tão estereotipada no que respeita às relações e papéis de género. Em declarações à ABC News, Simon Crouch deu como exemplo que os casais do mesmo sexo têm mais probabilidade de partilhar responsabilidades em casa do que os casais heterossexuais. Sair do esquema tradicional dos papéis de género resulta numa “unidade familiar mais harmoniosa”, refere o estudo.

“Quando emergem diferenças [entre filhos de homo e heterossexuais], são geralmente a favor das crianças educadas em contexto homoparental, é o caso aqui também”, nota Gato. “Uma educação não tão estereotipada, mais livre, mais virada para a diversidade” promove o bem estar, corrobora o investigador, acrescentando que, geralmente, os casais homossexuais investem muito nas crianças, porque “foram uma escolha” e “raramente” um “acidente”.

De acordo com o estudo, cerca de dois terços das crianças com pais homossexuais experimentaram alguma forma de discriminação por causa da orientação sexual dos seus pais, mas, “mesmo assim, conseguem ter melhores resultados do que os outros em algumas áreas”, refere Gato.

O estudo sublinha que “nenhum tipo de família é necessariamente melhor do que outro” e que as crianças “podem crescer em contextos familiares muito diferentes”. Resumindo, “não é verdade” que, “como frequentemente se sugere, as crianças de pais do mesmo sexo tenham piores resultados por lhes faltar uma figura parental”, sustenta a equipa, garantindo que “os dados são suficientes para saber o que é bom para as crianças”.

 

 

Crianças em clima de crise sofrem mais problemas de saúde – Estudo

Junho 20, 2014 às 9:47 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do site noticiasaoaminuto.com de 18 de junho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Crisis económica, pobreza e infancia. ¿Qué podemos esperar en el corto y largo plazo para los “niños y niñas de la crisis”? Informe SESPAS 2014

mais estudos sobre a crise económica e saúde:

Gaceta Sanitaria Junio 2014 Vol. 28. Núm. S1. Páginas 1-146

D.R.

Um estudo realizado pela Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária conclui que as crianças que estão mais sujeitas à crise têm mais hipóteses de sofrer problemas de saúde no futuro, noticia o La Vanguardia.

As crianças que estão a ser mais afetadas pela crise terão mais problemas de saúde, como patologias cardiovasculares e diabetes e depressões. Além disso, como estão sujeitas a piores sistemas de educação, terão piores empregos e mais dificuldades de acesso ao trabalho.

Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Crise económica e saúde”, elaborado pela Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária.

Segundo o estudo, os três primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para o seu desenvolvimento posterior e para a sua felicidade. Uma má nutrição, o atraso na escolarização e a falta de desenvolvimento cognitivo, consequências de se viver em locais fortemente prejudicados pela crise, pode levar a que essas mesmas crianças sofram de vários problemas de saúde no futuro.

Inma Cortés, uma das autoras da investigação, explica que o desemprego, o medo de despejos e dificuldades para pagar as hipotecas têm um impacto na saúde mental, aumentando os casos de ansiedade e depressão.   

O estudo, que é noticia no La Vanguardia, salienta,  que as crianças, os idosos e os imigrantes são os três grupos mais afetados pela crise, e que as políticas de combate à crise estão a realizar “cortes indiscriminados”.

 

 

Crianças europeias reconhecem riscos para a saúde do vício na Net

Junho 13, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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De acordo com os responsáveis pelo relatório, a prevenção está demasiado centrada no ‘cyberbullying’, na proteção da informação pessoal e no contacto pessoal com estranhos que se conheceu ‘online’.

As crianças europeias reconhecem que o vício na Internet lhes pode provocar problemas de saúde, e mencionam dores de cabeça e problemas de visão como consequência do excessivo tempo despendido ‘online’, refere um relatório apoiado pela União Europeia.

A perda de contacto com a realidade, assim como a falta de interesse por atividades, foram reconhecidas como consequências do vício na Internet pelas crianças de nove países europeus que participaram num estudo da rede ‘EU Kids Online’, dedicado a analisar o que os mais novos percecionam como situações problemáticas ao usar a Internet.

“Depois de passarem demasiado tempo ‘online’, algumas disseram sentir dores de cabeça, problemas de visão, sonos irregulares e até mesmo a perda de amigos”, refere-se nas conclusões do relatório agora divulgado, que envolveu a participação de 378 crianças entre os 9 e os 16 anos de idade, com origem em Portugal, Bélgica, República Checa, Grécia, Itália, Malta, Roménia, Espanha e Reino Unido.

No entanto, o que os jovens mais receiam ao usarem a Internet é serem vítimas de assédio ou ‘bullying’, de acordo com as conclusões do relatório, que já tinham sido parcialmente divulgadas em fevereiro, a propósito do dia da Internet Segura.

As conclusões indicam também que as vítimas deste tipo de violência, frequentemente veiculada através das redes sociais, tendem a recorrer mais a estratégias proactivas de defesa que evitem a exposição a situações de risco, do que a procurar apoio social – junto da família, amigos e escola – para lidar com o problema, sendo que são as raparigas quem mais procura ajuda social.

No que diz respeito à mediação de potenciais situações problemáticas, os pais são uma importante rede de apoio junto dos mais novos, que são aqueles que têm menos relutância em recorrer à intervenção parental. Os mais velhos tendem a ver a intervenção dos pais nestas situações como uma invasão de privacidade, sobretudo quando estes pedem para verificar os aparelhos eletrónicos que os filhos estavam a usar.

“Isto é um problema, porque pode provocar conflitos no seio da família e tornar menos provável que as crianças confiem nos pais para lhes contar os problemas que surjam”, lê-se nas conclusões.

Sobre o envolvimento das escolas na mediação e prevenção de conflitos, o relatório refere que “variou consideravelmente, dependendo da cultura da escola, e das aptidões e conhecimentos tecnológicos dos professores”.

Em alguns casos, acrescenta-se, as estratégias de prevenção são incorporadas em atividades em sala de aula, ou organizam-se palestras para alertar para os riscos.

Os autores do estudo apontam algumas políticas que podiam ser adotadas para lidar de forma mais abrangente com as várias situações de vulnerabilidade que os mais novos podem enfrentar pelo uso da Internet.

De acordo com os responsáveis pelo relatório, a prevenção está demasiado centrada no ‘cyberbullying’, na proteção da informação pessoal e no contacto pessoal com estranhos que se conheceu ‘online’

“As crianças precisam de uma educação mais vasta e detalhada sobre o mundo digital que as ajude a avaliar melhor situações problemáticas. Também precisam de mais educação relativamente à exposição a conteúdos de cariz sexual ou a contactos de índole sexual, assim como de mais informação sobre vício digital e problemas comerciais”, refere o estudo.

Os autores defendem ainda que as estratégias de prevenção devem ter em conta o contexto social das crianças, a sua idade e deve valorizar o país de origem de cada uma, dando como exemplo o facto de aquelas que são de países da ex-federação soviética verem o ‘download’ ilegal como uma situação mais aceitável do que as crianças do Reino Unido, que identificam os problemas legais destas ações.

 

Jornal i em 2 Jun 2014

Perturbações mentais e comportamentais são doenças com mais impacto entre 5-19 anos

Maio 2, 2014 às 10:00 am | Na categoria Uncategorized | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 23 de abril de 2014.

O documento citado na notícia ó seguinte:

Programa Nacional de Saúde Escolar 2014

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Por Agência Lusa

“No grupo etário alvo da saúde escolar, o peso dos acidentes na mortalidade prematura e incapacidade é relevante, em especial dos acidentes de viação”, lê-se na proposta de Programa Nacional

As perturbações mentais e de comportamento são as doenças com mais impacto na vida das crianças entre os 5 e os 19 anos, segundo dados de um documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

“Entre os 5 e os 14 anos, o maior peso da doença na qualidade de vida deve-se às perturbações mentais e comportamentais (22%), especialmente por depressão e ansiedade”, de acordo com estimativas do Programa Nacional de Saúde Escolar – 2014, que foi hoje colocado em discussão pública.

Seguem-se as doenças respiratórias crónicas, representando 15% no peso total das doenças com impacto na vida das crianças, e depois as músculo-esqueléticas (13,5%).

No grupo etário dos 5 aos 14 anos, as doenças endócrinas e metabólicas representam 6% do total e as neurológicas 4%.

A partir dos 15 anos e até aos 19, o peso das perturbações mentais e comportamentais mantém-se em primeiro lugar, tendo até um ligeiro aumento percentual.

Também as doenças músculo-esqueléticas registam um aumento entre os dois grupos etários, de quase sete pontos percentuais, surgindo em segundo lugar.

Já o peso das doenças respiratórias diminui, caindo para a terceira posição.

No que respeita aos acidentes, o documento da DGS conclui que “tiveram um peso crescente e um impacto relevante nos anos de vida saudáveis perdidos das crianças e jovens entre os 5 e os 19 anos”.

Os acidentes de viação são os mais prevalentes quer no grupo etário entre os 5 e os 14 anos quer a partir dos 15 anos. Seguem-se os acidentes domésticos e de lazer.

“No grupo etário alvo da saúde escolar, o peso dos acidentes na mortalidade prematura e incapacidade é relevante, em especial dos acidentes de viação”, lê-se na proposta de Programa Nacional.

No grupo dos 15 aos 19 anos, as lesões autoinfligidas surgem com um valor considerado significativo para os autores do documento, tendo um peso de 4% na incapacidade ou mortalidade prematura dos jovens.

Como objetivo geral, este programa visa melhorar o nível de conhecimento em saúde, promover a adoção de estilos de vida saudáveis e a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais e contribuir para um ambiente escolar seguro.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 

Bélgica proíbe celular para crianças

Abril 24, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do site http://eletromageneticosensivel.wordpress.com de 24 de novembro 2013.

criancacelular

Por aumento do risco de Câncer no cérebro, novo regulamento para a venda de telefones celulares a partir de 1 de março de 2014 proíbe venda de telefones celulares para crianças. Além disso, a taxa de absorção específica (SAR) tem que ser exibidos para cada telefone celular no ponto de venda inclusive nas vendas pela internet.

Venda de telefones celulares para crianças proibidas

Desde 1 de Março de 2014, os celulares que são especialmente concebidos para as crianças já não poderão ser introduzidos no mercado belga. Trata-se de telefones móveis personalizados adequados para crianças menores de 7 anos de idade, por exemplo, ter alguns botões e uma forma atraente para as crianças. Além disso, a partir desta data, nenhuma publicidade pode ser feita para uso do telefone celular entre a mesma faixa etária. Taxa de Absorção Específica (SAR) passa se tornar informação obrigatória ao consumidor Quando você compra um novo telefone celular, a partir de agora você vai ser capaz de escolher o seu novo dispositivo com base na taxa de absorção específica (SAR). O valor da SAR é diferente para cada telefone celular. O valor de SAR terá de ser indicado, juntamente com as outras especificações técnicas, não só na loja, mas também para as vendas à distância através da Internet.

Por que essas medidas?

Como medida de precaução. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, 2011), pode haver um aumento do risco de câncer no cérebro, devido ao uso intensivo de um telefone celular. A IARC, portanto, classificou as  freqüências de rádio como “possivelmente cancerígeno”. Medidas estão sendo tomadas esperando conclusões científicas mais claras. A intenção é sensibilizar os usuários de telefonia móvel.

Você pode reduzir a sua exposição média por escolher um telefone móvel com um valor menor SAR.  Mas não é a intenção de usá-lo por horas em um tempo: a maneira em que você usa o seu telefone celular também determina a sua exposição. Usando um fone de ouvido, mensagens de texto e não telefonar em locais com má recepção são algumas dicas que podem reduzir significativamente a sua exposição. Você pode encontrar mais dicas sobre a nossa página de ” o uso sensato do telefone móvel  “.

As crianças já entram em contato com os telefones móveis a partir de uma idade muito jovem. A exposição total durante a sua vida, assim, ser maior do que a de adultos de hoje. Além disso, as crianças absorvem mais radiação do telefone celular do que os adultos (quase o dobro no cérebro e 10 vezes mais para a medula óssea do crânio). Isso já é uma razão para cautela adicional, dada a classificação de frequência de rádio como “possíveis cancerígenos” pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC).

Quer saber mais?

Então confira a nossa lista de perguntas mais frequentes. Você pode encontrar mais informações sob o uso sensato do telefone móvel  e classificação da IARC desta página

(http://health.belgium.be/eportal/Environment/Electromagnetic_fields/Mobilephoneuse/index.htm#.UpJFqNI_srI)

Você pode baixar o  Decreto Real  sobre a proibição de celulares para as crianças aqui: em francês ou holandês no link abaixo . A Decreto Real que faz a menção do valor SAR obrigatória para as vendas de celulares e que proíbe a publicidade para as crianças pode ser baixado aqui: em francês ou holandês .

Fonte original: Federal Public Service, Health, Food Chain Safety and Environment of Beilgium Link http://health.belgium.be/eportal/19089508_EN?fodnlang=en#.UpJBotI_srI

 

 

 

Querido ecrã, precisamos de dar um tempo

Fevereiro 26, 2014 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Life & Style / Público de 12 de Fevereiro de 2014.

michael kooren  reuters

Por Hugo Pereira, fisiologista do exercício

Quanto menor e mais tardia for a exposição de crianças aos estímulos de computadores, tablets e smartphones, maiores os ganhos de saúde.

Um pouco por todo o mundo tem-se assistido a um enorme aumento do tempo que as crianças passam em frente a um ecrã – computador, televisão, consolas ou smartphones e tablets. Este é, para eles, o seu passatempo favorito. Contudo, é possível que este novo padrão esteja relacionado com o aumento do peso, pela sua relação com outros comportamentos menos saudáveis, como a alimentação desregulada, padrão irregular de sono e a diminuição da actividade física.

De acordo com uma revisão de estudos, existe uma relação directa entre o “tempo de ecrã” e o risco de desenvolver diabetes de tipo 2, doença cardiovascular e com o risco de morte por qualquer causa em adultos. A associação entre o “tempo de ecrã” e os factores de risco aponta para valores superiores a duas horas por dia como sendo problemáticos. Nas crianças, o “tempo de ecrã” parece estar associado à gordura abdominal, ao índice de massa corporal e a outros factores de risco, independentemente da actividade física, apresentando relação directa com problemas de atenção. Segundo esta fonte, as entidades europeias devem considerar o “tempo de ecrã” como um comportamento separado do restante tempo sedentário.

Quanto menos e mais tarde a criança for exposta a estes estímulos, maiores os ganhos de saúde. Há alguma evidência de que o “tempo de ecrã” possa ser reduzido através de medidas simples e sistemáticas de ruptura com os padrões estabelecidos e, sobretudo, através da consciência parental.

De acordo com uma alargada revisão da literatura publicada já este ano, é relativamente difícil alterar uma actividade habitual pela imposição. Porém, é possível reduzir o “tempo de ecrã” se forem utilizadas estratégias que possibilitem o envolvimento da família como modelo de actuação que atrai a criança para longe do ecrã ou simplesmente lhe proporciona a oportunidade de escolher conscientemente como quer gastar o seu tempo livre.

Nesta linha, o Departamento de Saúde Norte-Americano estabeleceu a redução da exposição aos ecrãs como uma das prioridades do seu plano de saúde a dez anos. Advogam que crianças até aos dois anos de idade não devem ter contacto com ecrãs e que os adolescentes permaneçam até ao máximo de duas horas por dia neste tipo de actividade.

Pensando numa alternativa positiva, podemos considerar os jogos de vídeo activos como opção à actividade puramente sedentária, já que representam ligeiros aumentos da actividade física. Porém, a estratégia global pode e deve estender-se a outras actividades sem ecrã e que idealmente envolvam toda a família. Talvez as brincadeiras de trepar às árvores e corridas de apanhada de outros tempos possam ser recuperadas ou, simplesmente, tenha chegado a altura dos pais aprenderem a andar de skate com os seus filhos.

Fisiologista do exercício e Personal Trainer
Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
hpereira@fmh.utl.pt

 

25 crianças por dia são vítimas de intoxicação

Setembro 30, 2013 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 16 de setembro de 2013.

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Consumo de álcool em crianças: ‘Pais são influência’

Setembro 26, 2013 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Entrevista do Sol a Teresa Gomes no dia 19 de Setembro de 2013.

por Sónia Balasteiro

Para Teresa Gomes, autora de um estudo sobre consumo de álcool por crianças em Portugal (ver texto em relacionado), o consumo de álcool na infância é chocante e é urgente combatê-lo.

Trabalhou vários anos na área da saúde escolar como enfermeira. Qual a realidade com que se deparou e que a levou a realizar este estudo?

Há sete anos que me dedico a esta área. Quando comecei esta investigação, havia vários estudos que apontavam para a hipótese de que o início dos consumos de bebidas alcoólicas se dava, muitas vezes, na primeira infância, antes dos 8, 9 anos. Mas isso nunca tinha sido estudado. Por outro lado, na nossa intervenção na comunidade, deparávamo-nos com casos de crianças que bebiam, muitas vezes influenciadas por familiares.

Quais as principais conclusões?

Este estudo revela uma realidade chocante, de que todos suspeitávamos: o consumo de álcool na primeira infância é verídico. E é preciso alertar a comunidade para este problema e agir, com as famílias.

Mas porque é que isto acontece?

Sobretudo em meio rural, a bebida é socialmente aceite. Um dado significativo da pesquisa que fizemos é que as crianças, sobretudo os rapazes, começaram a beber com os pais. São os homens quem sai mais de casa e levam os filhos consigo. O facto de os pais beberem e de lhes darem a beber tem uma grande influência.

O que é necessário fazer?

É urgente haver mais literacia em saúde mental. Que as crianças e as suas famílias aprendam a ter comportamentos saudáveis, e que saibam também as consequências de beberem tão cedo, que são nefastas. Quando vão a um supermercado, as crianças vêem uma bebida de maçã que imita uma bebida alcoólica. Na internet e na televisão, a publicidade a bebidas alcoólicas é constante.

sonia.balasteiro@sol.pt

 

 

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