European report on preventing child maltreatment – Relatório da OMS

Outubro 8, 2013 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Reducing child maltreatment is a mainstay of the actions required to reduce inequity in Europe and achieve the goals of Health 2020. Child abuse and neglect are a product of social, cultural, economic and biological factors and occur in all societies and countries in the WHO European Region. They are a leading cause of health inequality and social injustice, with the socioeconomically disadvantaged more at risk. Estimates suggest that at least 18 million children in the Region will suffer from maltreatment during their childhood. Most child abuse and neglect occurs in the community and may not come to the attention of child protection agencies. They are nevertheless grave public health and societal problems with far-reaching consequences for the mental, physical and reproductive health of children and for societal development. Maltreated children are at increased risk of becoming victims or perpetrators of violence in later life and may have poorer educational attainment and employment prospects. Maltreatment is also closely linked to other adverse childhood experiences. The consequences of such adversity may affect people throughout the life-course, with high societal costs.

Child maltreatment has long been regarded as a criminal justice and social issue and has only recently been seen in a public health perspective. This report supports the view that child maltreatment is not inevitable and that it is preventable. It endorses a public health approach and argues that prevention is more cost−effective than dealing with the consequences. Evidence indicates that organized responses by society can prevent child maltreatment. Experience accumulated in countries across the Region and worldwide shows that sustained and systematic approaches can address the underlying causes of violence and make children’s lives safer. Among these are programmes to promote positive parenting and provide welfare support to families at risk.

The report documents these evidence-informed approaches, which take a broad interdisciplinary approach that cuts across sectors. Health systems have a key role not only in providing high-quality services for children who experience violence, but also in detecting and supporting families at risk. The health sector is also best placed to advocate for preventive approaches within an evaluative framework.

Member States need to join the global effort to reduce a leading health and social problem and to create safer and more just societies for children in the Region. The prevention of maltreatment in children can only be achieved by mainstreaming responses into other areas of health and social policy. Investing in nurturing relationships would reduce the cycles of violence, improve social cohesion and represent a worthwhile investment. We at the WHO Regional Office for Europe hope that this report will provide policy-makers, practitioners and activists with the facts they need to integrate the agenda for preventing child maltreatment into health and other sectors.

Zsuzsanna Jakab

Portugal vai adoptar novas curvas de crescimento para bebés e crianças

Outubro 13, 2012 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 7 de Outubro de 2012.

Por Andrea Cunha Freitas

A “tabela dos percentis” que está em todos os boletins de saúde individuais vai mudar. O Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil prevê a adopção das curvas de crescimento propostas pela Organização Mundial de Saúde.

Os bebés nascidos em 2013 em Portugal vão receber uma nova versão dos boletins individuais de saúde. Entre outras alterações, o caderno azul ou cor-de-rosa será diferente nas páginas reservadas para as “tabelas de percentis” que servem de referência para monitorizar o desenvolvimento de bebés, crianças e adolescentes portugueses. A substituição das actuais curvas de crescimento pelos padrões defendidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) está prevista no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Na prática, esta mudança vai fazer com que os valores expressos nestas tabelas de percentis traduzam um crescimento mais próximo do “ideal” e vai ainda permitir detectar com mais rigor algumas situações problemáticas, como os casos de obesidade.

A cada consulta, o pediatra ou médico de família vai assinalando num gráfico impresso no boletim individual de saúde a evolução do peso, do comprimento/altura e do perímetro cefálico da criança. Se, há alguns anos atrás, este era um espaço que só merecia a atenção dos médicos, hoje são muitos os pais que se ocupam e preocupam na análise desta curva de crescimento e com o percentil correspondente. De acordo com o novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, elaborado pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) e actualmente em revisão, estes gráficos e os valores que serviam de referência vão mudar.

A questão não é nova. Desde a publicação dos resultados do exaustivo trabalho da OMS, publicado em 2006, que vários especialistas defendem a adopção destes novos valores de referência. Em Agosto de 2011, de acordo com a DGS, 125 países em todo o mundo já usavam as curvas de crescimento da OMS. Portugal, que desde a década de 1970 usa outras tabelas, deverá juntar-se no próximo ano ao grupo de países que se guia pelas curvas da OMS.

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Actualmente, para monitorizar o estado de nutrição e crescimento das crianças e adolescentes, guiamo-nos pelos valores de referência propostos pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) e baseados num estudo que envolveu apenas crianças norte-americanas.

Além de estar limitado à análise da população de um país, este registo de padrões apoiou-se maioritariamente numa amostra de bebés alimentados com fórmulas lácteas. Desta forma, as curvas não reflectem de forma correcta o que pode acontecer quando estamos perante o cenário (recomendado) de um bebé alimentado exclusivamente com leite materno. E, segundo os especialistas, isso faz diferença.

Por essas e por outras, a OMS considerou as curvas de crescimento da CDC inadequadas e publicou uma nova versão destes valores de referência para o desenvolvimento infantil e juvenil. A versão da OMS é baseada num estudo realizado, entre 1997 e 2003, em diferentes continentes e que incluiu amostras selectivas de milhares de lactentes e crianças. Desta vez, o gráfico reflecte o resultado de um crescimento em “cenário ideal” que, entre muitos outros factores, como o acesso a cuidados de saúde adequados, passa também pelo aleitamento materno exclusivo durante os primeiros quatro/seis meses de vida.

O pediatra António Guerra, que fez parte do grupo de peritos consultados pela DGS, defende esta substituição há já vários anos. “As curvas de crescimento da OMS valorizam de modo mais correcto o estado de nutrição e outros factores que têm influência no desenvolvimento”, diz, acrescentando que as principais diferenças entre os valores de referência são sobretudo perceptíveis no primeiro ano de vida, uma altura “determinante” para a saúde futura do bebé.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria deixa um exemplo das diferenças que podemos encontrar entre as actuais e as futuras “tabelas de percentis”: de acordo com os especialistas, os bebés alimentados apenas com leite materno crescem mais nos primeiros quatro/seis meses, mas sofrem depois uma desaceleração do ritmo de crescimento. Essa “natural” desaceleração não está prevista nas curvas de crescimento do CDC, o que muitas vezes pode fazer com que se introduza suplementos como o leite artificial ou a papa na dieta do bebé. Um erro, de acordo com a opinião de muitos especialistas. As curvas da OMS prevêem já essa desaceleração “natural”. Por outro lado, António Guerra nota ainda que as curvas de crescimento da OMS vão também melhorar a detecção de situações de obesidade, que actualmente é um dos problemas mais preocupantes da saúde infantil e juvenil portuguesa.

Apesar de sublinhar a importância desta medida, António Guerra sabe que muitas vezes o percentil de uma criança é sobreavaliado e, pior do que isso, mal interpretado pelos pais. Não há um bom percentil e muito menos é verdade que, quanto mais alto o percentil, melhor. “Não importa se a criança tem o percentil 25, 50 ou 75. O importante é crescer a uma velocidade normal, em paralelo com as curvas de referência, e ter o peso e o comprimento a progredir de forma proporcionada e harmoniosa”, avisa o pediatra.

De acordo com Bárbara Menezes, da equipa da DGS que redigiu o novo programa, as mudanças previstas deverão ser implementadas até ao final do ano. Ou seja, os bebés nascidos em 2013 já terão novos boletins individuais de saúde. “Os actuais boletins serão mantidos e não serão substituídos, mas os profissionais de saúde terão acesso a toda a informação sobre as novas normas, nomeadamente nos sistemas informáticos”.

Além desta mudança nas curvas de crescimento, está também prevista a alteração na cronologia das consultas referentes a idades-chave da vigilância e um “novo enfoque nas questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, as perturbações do comportamento e os maus tratos”. Sobre as consultas, o programa prevê a introdução de uma consulta “aos 5 anos, com o objectivo de avaliar a existência de competências para o início da aprendizagem, aos 6/7 anos, para detecção precoce de dificuldades específicas de aprendizagem, e aos 10 anos, para preparar o início da puberdade e a entrada para o 5.º ano de escolaridade”.

Obesidade infantil. Susto pôs açorianos na linha

Maio 18, 2012 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 10 de Maio de 2012.

Por Marta F. Reis,

Prevalência de excesso de peso nas crianças portuguesas parece estar a estabilizar. Mas nos Açores, em 2008 a pior região, caiu a pique

Pode ser só uma das explicações do sucesso, mas os centros de Saúde dos Açores, que são 16, têm mais nutricionistas a trabalhar que as unidades da região de Lisboa e Vale do Tejo. E cada centro de saúde açoriano tem um profissional, portanto cobertura total, e em Lisboa há apenas cinco para 87 centros – um nutricionista para cada 566 mil habitantes. Mas há mais: consultas próprias para combater a obesidade, um programa de saúde escolar que encaminha os alunos com excesso de peso para cuidados de saúde, conversas entre professores, pais e profissionais de saúde. Ontem foram apresentados os resultados da segunda fase do projecto de monitorização do excesso e obesidade infantil “Childhood Obesity Surveillance Iniative” (COSI), uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde na região europeia que em Portugal avaliou 4064 crianças em 2010. Os Açores destacam-se: são a região em que a prevalência do excesso de peso infantil mais baixou entre 2008 e 2010, na obesidade quase para metade.

A nível nacional, a incidência do excesso de peso nas crianças entre os seis e os oito anos – a faixa etária monitorizada em Portugal – caiu dois pontos percentuais, para 30,2%. Os Açores, que em 2008 tinham uma em cada quatro crianças com excesso de peso e 22,7% de crianças obesas, conseguiram aproximar-se da média nacional (ver gráficos). Na prevalência da obesidade estão agora apenas pior que o Algarve, a região que continua a ter os melhores indicadores. “Ficámos muito assustados”, lembrou ao i Rita Carvalho, nutricionista da Direcção Regional da Saúde dos Açores. Quando os resultados da primeira monitorização do COSI em Portugal foram apresentados, a região era camisola amarela no excesso de peso das crianças, dez pontos acima da média nacional. “Já tínhamos uma ideia da enorme prevalência da obesidade. Mais de metade da população açoriana tem excesso de peso, mas, se considerarmos apenas adultos com mais de 40 anos, os pais destas crianças, quase 80% têm excesso de peso.”

Depois dos resultados nacionais, decidiram partir para um rastreio a nível regional – nos Açores, como as amostras do COSI são representativas da população nacional, tinham sido avaliadas apenas 113 crianças. Escolheram o 5.o ano e convocaram todos os alunos. Dois terços, cerca de 3 mil crianças, foram medidas e avaliadas em tempo recorde: um trimestre. Se há 20 anos os Açores tinham 60% das crianças com peso e estatura baixa, hoje é claro que o problema é outro. A sensibilização, explica Rita Carvalho, passa sobretudo por intervir na família, mas também por coisas pequenas como reconhecer a obesidade infantil. “Quando entrámos a primeira vez na escola com maior prevalência de excesso de peso, no Pico, os professores diziam que não tinham o problema. Uma criança é um ser muito magro. Basta ter um ou dois quilos a mais e já é excesso de peso. Às vezes mais três quilos é obesidade, com riscos associados.”

Sedentarismo e alimentação parecem as grandes explicações. Embora os resultados do COSI 2010 ainda não sejam totalmente conhecidos, o relatório de 2008 concluiu que mais de metade das crianças vai para a escola de carro e passa quase quatro horas à frente da televisão mesmo ao fim-de-semana. Alimentos com pouco interesse nutricional, como pizzas ou refrigerantes, têm um consumo mais frequente que sopas e hortaliças.

Teresa Sancho, coordenadora do programa de combate à obesidade infantil da Administração Regional da Saúde do Algarve, reconhece que estas são as causas a combater, algo que o Algarve começou a fazer em 2007, com um programa de combate à obesidade infantil com duas vertentes: a de promoção do estilo de vida saudável e o tratamento, onde entra o aumento de nutricionistas na rede pública. Reúne 24 parceiros, das universidades aos hospitais. Um dos sinais de sucesso no Algarve é a transformação nas cantinas. Os resultados de um programa de sensibilização e avaliação da qualidade das ementas escolares, iniciado em 2005, revelam que em 2010 houve uma melhoria de 60% no cumprimento de critérios de saúde, como todos os pratos terem vegetais ou tantos pratos de peixe como de carne. “As sobremesas doces, que antes apareciam todas as semanas, por vezes mais de uma vez, agora surgem em muitas escolas só duas vezes por mês.”

Também no desporto escolar o salto é grande. O programa Escola Activa arrancou em 2008 e hoje 32 mil alunos algarvios têm cadernetas especiais onde registam a actividade física. Há actividades para pais e filhos e um sistema de autocolantes e prémios para distinguir os melhores resultados. Se podia pensar-se que os resultados se devem à praia e ao bom tempo para desporto ao ar livre, Teresa Sancho lembra que a região é a mais pobre e com mais desemprego do continente. “Queremos acreditar que tem sido esta máquina a compensar a desvantagem dos níveis de pobreza.”

Alunos portugueses com baixa auto-estima escolar

Maio 8, 2012 às 6:00 am | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 3 de Maio de 2012.

Por Marta F. Reis

Estudo internacional patrocinado pela OMS testemunha obesidade nos jovens portugueses

Não estão entre os que mais horas passam a ver televisão. Começam a fumar mais tarde – 16% das raparigas e 19% dos rapazes com 15 anos dizem ter experimentado pela primeira vez um cigarro aos 13 ou mais cedo e em países como França, Espanha ou Alemanha, a percentagem supera os 20%. Aos 15 anos, as portuguesas estão entre as que admitem menos vezes beber pelo menos uma vez por semana (só 6% o fazem e na Grécia, no topo da tabela, são 34%). Os últimos dados comparáveis sobre saúde e bem-estar dos adolescentes em 40 países da Europa, de Israel, dos EUA e do Canadá – no âmbito do estudo da OMS “Health Behaviour in School-Aged Children” (HBSC) – foram divulgados ontem. Os jovens portugueses surpreendem por ser dos que tomam mais vezes o pequeno-almoço e consomem mais fruta, mas estão entre os que se sentem menos vezes bons alunos e mais pressionados pela escola. São também dos que reportam mais problemas de obesidade.

O estudo contou com entrevistas a 200 mil adolescentes de 11, 13 e 15 anos, em 2009 e 2010, sendo 4036 portugueses, num trabalho coordenado por Margarida Gaspar de Matos, da Universidade Técnica de Lisboa. Portugal surge “confortavelmente” a meio na tabela e há melhorias a assinalar, diz ao i a investigadora. É o caso dos resultados sobre vida sexual ou violência na escola.

Apesar de vários estudos sugerirem o início precoce da vida sexual, aos 15 anos só 18% das raparigas e 27% dos rapazes admitem já ter tido relações. Aos 15 anos, 84% das raparigas portuguesas dizem ter usado preservativo na última relação sexual. Na Suécia apenas 58% o fizeram. E nos indicadores de bullying Portugal surge em 10.o lugar, com menos jovens a dizerem que estiveram envolvidos em lutas: 3% das raparigas e 18% dos rapazes com 13 anos estiveram envolvidos em pelo menos três episódios de violência física. Em Espanha as percentagens são de 23% e 28%.

Os piores indicadores permanecem em problemas que já tinham sido diagnosticados pelo projecto, que inclui Portugal desde 1998, alerta Gaspar de Matos. Apenas 61% das raparigas de 11 anos e 57% dos rapazes dizem ter um desempenho escolar bom ou muito bom (a média dos países é de 77% e 71%). Aos 13 anos, os jovens colocam Portugal como o penúltimo país (só atrás da Alemanha) onde há mais baixa auto-estima escolar. Embora os resultados nacionais não sejam assim tão maus – e os estudos sobre educação da OCDE demonstram que têm melhorado – há outro indicador preocupante: aos 15 anos os jovens portugueses são os segundos que se dizem mais pressionados pelas tarefas escolares, sobretudo as raparigas.

Sobre os indicadores de obesidade, Gaspar de Matos acredita que é cedo para perceber como vão evoluir, embora seja a primeira vez que Portugal surge tão acima: aos 13 anos, 22% dos rapazes e 13% das raparigas reportam excesso de peso, a quarta maior incidência. Para a investigadora, mais premente é o reforço da actividade física, sobretudo nas raparigas de 15 anos: só 6% dizem fazer exercício físico moderado a intenso pelo menos uma hora por dia, o que põe Portugal na cauda da Europa, com França, Suíça e Itália.

 

 

Health Behaviour in School-aged Children: international report from the 2009/2010 survey

Maio 7, 2012 às 6:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Adolescentes portugueses entre os que mais sofrem de excesso de peso

Maio 6, 2012 às 12:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 2 de Maio de 2012.

Por Andreia Sanches

Portugal faz parte do grupo de países com maior percentagem de jovens com excesso de peso ou que sofrem de obesidade. Num ranking de 39 estados europeus e da América do Norte, o país aparece em 5.º lugar, quando analisados os alunos de 11 anos, em 4.º lugar, quando tidos em conta os de 13 anos, e em 6.º lugar, no grupo dos de 15 anos.

Os dados constam do Health Behaviour in School-aged Children — um grande levantamento dos comportamentos e estilos de vida dos adolescentes levado a cabo de quatro em quatro anos na Europa e na América do Norte em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O último inquérito abrangeu cerca de 200 mil jovens.

O relatório mundial foi hoje divulgado em Edimburgo e será apresentado esta tarde em Portugal pela coordenadora nacional da investigação, a catedrática Margarida Gaspar de Matos, e três secretários de Estado (Desporto e Juventude, Saúde e Ensino Básico e Secundário).

Margarida Gaspar de Matos lembra que investigações anteriores já mostravam níveis elevados de excesso de peso em crianças mais jovens. E que o problema pode estar a alastrar à adolescência. O estudo hoje apresentado revela que 20% das meninas portuguesas de 11 anos sofrem de peso a mais ou de obesidade. É o segundo valor mais alto, em 39 países, depois do registado pelos Estados Unidos. Aos 15 anos, 15% das raparigas e 19% dos rapazes têm o mesmo problema — valores uma vez mais acima da média.

Factores que nada têm a ver com o peso real dos jovens podem estar a inflacionar esta taxa, diz Margarida Gaspar de Matos — desde logo, a dificuldade que os alunos portugueses mais jovens, mais do que os de outros países, revelam em preencher inquéritos. Porque os entendem mal (os dados relativos à obesidade foram calculados a partir das informações sobre altura e peso transmitidas pelos alunos).

Ainda assim, o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, disse, em declarações ao PÚBLICO, que as conclusões “preocupantes”, prometeu que serão analisadas pelo Governo e que “a seu tempo” serão anunciadas medidas, nomeadamente na área do desporto escolar.

Em comunicado Zsuzsanna Jakab, director regional da OMS para a Europa, sublinha as desigualdades que os dados relevam: “Este relatório mostra-nos que a saúde depende da idade, do género, da geografia e do estatuto sócio-económico. Não tem que ser assim.”

No comunicado, Portugal é citado por duas razões, uma boa e outra má. A má, já se disse, é o excesso de peso. A boa notícia é que o país tem das taxas de consumo de tabaco mais baixas do que a média: 10% das raparigas e 11% dos rapazes de 15 anos fumam semanalmente; a média de 39 países analisados é 17% e 19%, respectivamente.

An update on WHO’s work on female genital mutilation (FGM)

Agosto 25, 2011 às 1:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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