Children of the Recession: The impact of the economic crisis on child well-being in rich countries – novo relatório da Unicef

Outubro 29, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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children

descarregar o relatório aqui

As the data in this new edition of the Innocenti Report Card series show, in the past five years, rising numbers of children and their families have experienced difficulty in satisfying their most basic material and educational needs. Most importantly, the Great Recession is about to trap a generation of educated and capable youth in a limbo of unmet expectations and lasting vulnerability. League Tables, the flagship tool of the Innocenti Report Card series, rank the change, since the onset of the crisis, in the poverty levels of children and the impact of the recession on youth. The Report also explores the effects of the recession on youth seeking to enter or remain in the labour force in the middle of a recession.

Quase 28% das crianças até aos 12 anos acedem à Internet com smartphones

Outubro 28, 2014 às 1:15 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Publico de 25 de outubro de 2014.

O relatório mencionado na notícia pode ser descarregado no site da London School of Economics and Political Science (LSE) na notícia:

Parents less likely to monitor their children’s internet use if accessed via smartphones

 

Adriano Miranda

ROMANA BORJA-SANTOS

Em 2010 eram menos de 8% as crianças com estes dispositivos. Relatório Online on the mobile traça fotografia do sector e alerta para alguns riscos.

Jogos, redes sociais ou simples pesquisas. Os motivos para uma criança ou um jovem utilizar um smartphone para aceder à Internet são cada vez mais e estão a mudar o panorama do sector. Desde 2010 que o número de utilizadores da Internet em movimento não pára de crescer, o que também tem reflexos entre os mais novos. Um estudo que acaba de ser publicado indica que em sete países europeus com dados comparáveis, 28% das crianças entre os 9 e os 12 anos utilizam smartphones para aceder à Internet – um número que dispara para os 60% quando os dados dizem respeito aos jovens entre os 13 e os 16 anos.

Os dados fazem parte do novo relatório Online on the mobile: Internet use on smartphones and associated risks among youth in Europe, da rede EU Kids Online, que analisou os riscos que a utilização destes aparelhos acarreta. O trabalho ligou os resultados de um outro inquérito desta rede feito em 2010 com o estudo Net Children Go Mobile, divulgado já em 2014, conseguindo resultados comparáveis para a Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Itália, Portugal, Roménia e Reino Unido.

Em 2010, 22% das crianças dos 9 aos 12 anos tinham telemóvel. Agora são cerca de 10%, já que se nota uma transferência para o acesso por dispositivos de nova geração, que na altura eram detidos por menos de 8% das crianças e agora chegam a 28%. No grupo dos 13 aos 16 anos, em 2010 cerca de 38% tinham telemóvel e agora são 19%, mas os outros dispositivos cresceram de 18% para quase 60%. Uma das principais novidades trazida por este inquérito está na constatação de que a utilização destas novas tecnologias está cada vez menos relacionada com os recursos financeiros das famílias das crianças e jovens que participaram no trabalho.

Alguns dos dados encontram-se desagregados por países e indicam que 34% das crianças e jovens portugueses inquiridos tinham um smartphone para uso próprio e 20% um tablet. O valor fica abaixo da média europeia para smartphones (46%), mas é exactamente igual no que diz respeito aos tablets. O valor mais elevado para o primeiro dispositivo é encontrado na Dinamarca (84%) e para o segundo no Reino Unido (29%).

Consoante os resultados, o trabalho agrupa os países em quatro categorias, encontrando-se Portugal entre os que a utilização de telemóveis está dentro da média – mas o valor fica abaixo quando os dados dizem respeito aos dispositivos móveis no geral. No mesmo grupo encontra-se a Eslovénia, Bulgária, Polónia, República Checa e Hungria. Já nos países nórdicos os outros dispositivos móveis são mais utilizados por crianças e jovens do que os tradicionais telemóveis. No Reino Unido, Alemanha e Irlanda os valores estão acima da média em ambos os equipamentos, por oposição aos dados de Espanha, Itália, Roménia e Turquia, que ficam abaixo de todos os outros países.

O relatório Net Children Go Mobile, divulgado neste ano e que analisou 500 crianças e jovens portugueses entre os 9 e os 16 anos, já tinha indicado que, em média, utilizam pela primeira vez a iInternet com 8,6 anos e têm o primeiro telemóvel aos 9,2. O avanço para um smatphone acontece pouco depois, aos 12,3 anos.

Porém, a par com o crescimento da utilização, têm-se também avolumado os riscos a que as crianças e jovens são expostos, por comparação com aqueles que utilizam telemóveis de gerações anteriores ou que utilizam apenas a Internet através de computadores pessoais. As conclusões do trabalho apontam para que muitos dos riscos advenham de ferramentas como georreferenciação, que possibilitam que as crianças facilmente contactem com pessoas que estão próximas da sua escola, casa ou locais de frequência habitual.

Além disso, o inquérito conclui que as crianças mais novas vêem menos riscosonline, mas acabam por ser mais afectadas. As crianças com 9 ou 10 anos que estão online através de smartphones têm mais probabilidade de serem expostas a riscos, alerta o trabalho. A coordenadora do projecto em Portugal, Cristina Ponte, numa nota sobre o estudo afirma que “os utilizadores desmartphones acedem mais à Internet e envolvem-se em mais actividades, e por isso encontram mais riscos”.

Por isso, a professora e investigadora da Universidade Nova de Lisboa sublinha que “os pais das crianças mais novas que usam smartphones devem estabelecer regras claras”, já que “quanto mais nova for a criança, mais os pais se devem envolver”. Uma das principais recomendações é dirigida aos criadores de software e empresas do sector, para que desenvolvam instrumentos fáceis de utilizar e através dos quais os pais consigam monitorizar a utilização que os filhos fazem dos smartphones e tablets.

 

 

As Crianças e a Crise em Portugal – Vozes de Crianças, Políticas Públicas e Indicadores Sociais, 2013 – Novo relatório da Unicef Portugal

Outubro 27, 2014 às 12:29 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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crianças

descarregar o relatório no link:

http://www.unicef.pt/as-criancas-e-a-crise-em-portugal/

Alguns dos dados mais relevantes:

• O risco de pobreza é mais elevado em famílias com filhos, nomeadamente, em famílias numerosas (31%) e em famílias monoparentais (41,2%).

• Entre Outubro de 2010 e Junho de 2013, o número de casais desempregados inscritos no Centro de Emprego aumentou de 1.530 para 12.065 (cerca de 688%).

• Em 2012, cerca de uma em cada quarto crianças em Portugal (24%) vivia em agregados com privação material (i.e. famílias com dificuldade ou incapacidade de pagar um empréstimo, renda de casa, contas no prazo previsto; ter uma refeição de carne ou peixe a cada dois dias; fazer face a despesas imprevistas).

• 546.354 crianças perderam o direito ao Abono de Família entre 2009 e 2012. O acesso a esta prestação tornou-se mais restrito e os montantes atribuídos por criança diminuíram.

• Entre 2010 e 2013, registou-se uma redução no apoio económico do Estado às famílias, que em 2009 era já inferior à média dos países da OCDE (1.71% e 2.61% do PIB respectivamente), e um aumento dos impostos.

• O estudo mostra também que as crianças têm consciência de que a crise está a comprometer o seu futuro enquanto geração, antevendo as consequências negativas que esta poderá ter nos seus projectos de vida nos domínios da formação, do emprego e da vida familiar. Os desafios que a recuperação económica colocam ao Estado Português dão-lhe uma oportunidade única de mudar e adoptar uma visão transformadora para o futuro, uma visão que ponha os direitos das crianças no centro das políticas de resposta à crise.

Aos seis meses de vida, só 22% dos bebés tomam apenas leite da mãe

Outubro 19, 2014 às 11:05 am | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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texto do Público de 12 de outubro de 2014.

ENRIC VIVES-RUBIO

Romana Borja-Santos

Valor fica aquém das metas da Organização Mundial de Saúde, mas tem melhorado desde que a DGS começou a publicar o Registo do Aleitamento Materno.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os bebés sejam alimentados em exclusivo com leite materno até aos seis meses, mas em Portugal só 22% das crianças nesta idade cumprem esta meta. Os dados, referentes a 2013, fazem parte do Registo do Aleitamento Materno e foram divulgados neste domingo pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Apesar de os valores estarem muito aquém das metas da OMS, que pretendia ter pelo menos 50% dos bebés em aleitamento exclusivo até aos seis meses, a verdade é que Portugal tem conseguido uma evolução positiva. No período de três anos, o país conseguiu passar de 14% dos bebés a cumprirem as indicações da OMS para 22%.

O relatório, que é feito desde 2010 com o objectivo de monitorizar os processos de alimentação de lactentes e crianças pequenas em Portugal, indica ainda que no ano passado mais de 98% dos bebés começaram a mamar antes da alta hospitalar. Em quase 77% dos casos o aleitamento materno foi conseguido em exclusivo, isto é, sem que tenha sido dado nenhum tipo de suplementos. Um valor que sobe para os 79% nos chamados Hospitais Amigos dos Bebés, que são unidades que cumprem dez medidas definidas pela OMS e consideradas essenciais para a promoção, protecção e apoio ao aleitamento materno.

Além dos dados sobre o aleitamento aos seis meses, o relatório mostra também que na chamada consulta de puerpério, feita entre a quinta e a sexta semana de vida, 88% das crianças mantinham-se a tomar o leite da mãe em exclusivo. No entanto, aos dois meses este valor cai abruptamente para menos de 52% e, aos quatro meses, volta a descer para 35%. Ao todo, em 10% dos casos as famílias optaram por iniciar a alimentação complementar (como papas e sopas) antes dos cinco meses e 25% fizeram-no antes dos seis meses.

A recolha dos dados foi feita em hospitais e centros de saúde e contou com uma amostra de mais de 31 mil recém-nascidos, o que corresponde a 25% dos nascimentos em Portugal. Porém, a DGS, perante o aumento do número de casos de prematuros, recomenda que, no futuro, seja feito um estudo específico sobre estas crianças, dadas as particularidades que os bebés pré-termo envolvem.

IV Relatório com os dados do Registo do Aleitamento Materno 2013

http://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/iv-relatorio-com-os-dados-do-registo-do-aleitamento-materno-2013-pdf.aspx

 

Ending Violence Against Children: Six Strategies for Action – Novo relatório da Unicef

Outubro 13, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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ending

Ending Violence Against Children: Six Strategies for Action provides evidence of effective programmes to address violence against children drawn from UNICEF’s decades of experience, and informed by key partners. Case studies from around the globe illustrate how well-crafted prevention and response strategies can reduce the prevalence and impact of violence against children. The report is released as part of the #ENDviolence global initiative calling for an end to all forms of violence against children. It is directed at government leaders, civil society representatives, the private sector and the international development community.

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UNICEF chama a atenção para “magnitude da violência” contra raparigas

Outubro 10, 2014 às 2:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 10 de outubro de 2014.

descarregar comunicado de imprensa da Unicef Portugal Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes são vítimas de violência física

descarregar o relatório Hidden in Plain Sight: A statistical analysis of violence against children mencionado na notícia

Por Agência Lusa

“Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes é vítima de violência física”, ou seja, aproximadamente 70 milhões, entre os 15 e os 19 anos, recordou num comunicado

O Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF chamou hoje a atenção para “a magnitude da violência” contra as adolescentes, a propósito do Dia Internacional da Rapariga, que se assinala no sábado.

“Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes é vítima de violência física”, ou seja, aproximadamente 70 milhões, entre os 15 e os 19 anos, recordou num comunicado.

A agência da ONU faz uma nova compilação da dados já divulgados, nomeadamente no relatório apresentado publicamente no início de setembro “Escondido à vista (Hidden in plain sight)”, o maior trabalho alguma vez realizado sobre violência contra as crianças, baseado em dados de 190 países.

“Cerca de 120 milhões de raparigas menores de 20 anos (cerca de uma em cada 10) tiveram experiências de relações sexuais forçadas ou outro tipo de atos sexuais forçados”, assinalou.

A UNICEF lembrou ainda que “mais de 700 milhões de mulheres hoje vivas casaram antes dos 18 anos” e “mais de uma em cada três (cerca de 250 milhões) entraram numa união antes dos 15 anos”.

No comunicado, a organização revela igualmente preocupação com as “perceções erradas e prejudiciais sobre a aceitação da violência, particularmente entre as raparigas”: a recusa de relações sexuais, o sair de casa sem autorização, discutir ou queimar o jantar são justificação para que um homem bata na companheira para quase metade das raparigas entre os 15 e os 19 anos, de acordo com os dados.

“Estes números refletem uma mentalidade que tolera, perpetua e até justifica a violência – e devem fazer soar um alarme a toda a gente, em todo o lado,” afirmou Geeta Rao Gupta, directora-adjunta da UNICEF.

Manter as raparigas na escola para que adquiram “competências cruciais”, dialogar com as comunidades e reforçar os serviços judiciais, criminais e sociais podem prevenir a violência, aconselha a organização.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

Unicef: Quase metade das adolescentes legitima violência no casal

Outubro 10, 2014 às 12:01 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia da TSF de 10 de outubro de 2014.

descarregar comunicado de imprensa da Unicef Portugal Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes são vítimas de violência física

descarregar o relatório Hidden in Plain Sight: A statistical analysis of violence against children mencionado na notícia

 Na véspera do Dia Internacional da Rapariga (11 de outubro), a Unicef revela num relatório que quase metade das adolescentes considera que, nalguns casos, é admissível que um parceiro bata na mulher.

70 milhões de raparigas adolescentes dizem ser vítimas de violência física desde os 15 anos. Um relatório da Unicef revela que 120 milhões de raparigas com menos de 20 anos tiveram relações sexuais forçadas e uma em cada três esteve casada e foi vítima de violência emocional, física ou sexual praticada pelo maridos ou parceiros.

Os dados indicam que mais de metade das raparigas que foram vítimas de abuso físico nunca procuraram ajuda e muitas afirmaram que não consideram os maus tratos um abuso ou um problema.

Quase metade das adolescentes com idades entre os 15 e os 19 anos considera que é admissível que um parceiro bata na mulher nalguns casos: por exemplo, se a mulher discutir com o marido, se sai de casa sem lhe dizer, se é descuidada com os filhos, se deixa queimar a comida ou se disser que não quer ter relações sexuais.

As taxas mais elevadas de casamentos na infância e adolescência verificam-se nos países da África subsariana e no Sul da Ásia: uma em cada três raparigas casaram antes dos 15 anos.

Childcare services for school age children

Outubro 6, 2014 às 6:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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chilcare

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This report provides a first comprehensive analy­sis of the availability, quality and affordability of out-of school-services for school-going children in the 27 EU Member States, the three EEA-EFTA countries (Iceland, Norway and Liechtenstein), Croatia, the Former Republic of Macedonia (FY­ROM) and Turkey. The main focus is on children in pre-school and primary education. The report updates and complements earlier reports on the reconciliation of work and private life and on the provision of childcare services (Plantenga & Re­mery 2005 and 2009) This report provides a first comprehensive analy­sis of the availability, quality and affordability of out-of school-services for school-going children in the 27 EU Member States, the three EEA-EFTA countries (Iceland, Norway and Liechtenstein), Croatia, the Former Republic of Macedonia (FY­ROM) and Turkey. The main focus is on children in pre-school and primary education. The report updates and complements earlier reports on the reconciliation of work and private life and on the provision of childcare services (Plantenga & Re­mery 2005 and 2009).

 

Relatório Estatístico do SOS-Criança 2013

Setembro 22, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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sos

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http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/sos/relatorio_2013.pdf

 

Apesar dos progressos significativos em matéria de sobrevivência infantil, 1 milhão de crianças morrem no primeiro dia de vida, maioritariamente de causas evitáveis

Setembro 18, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 16 de setembro de 2014.

unicef

 

Análise indica falhas do sistema de saúde durante momentos-chave em torno da altura  do nascimento como um dos principais factores que contribui estas mortes desnecessárias

NOVA IORQUE/LISBOA, 16 de Setembro de 2014 – As taxas de sobrevivência infantil melhoraram substancialmente desde 1990 até agora, período em que o número absoluto de mortes de crianças menores de cinco anos diminuiu para metade – de 12.7 milhões para 6.3 milhões, segundo um relatório da UNICEF lançado hoje.

O relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’ (‘Committing to Child Survival: A Promise Renewed’) diz que os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido são os mais vulneráveis, e que quase 2.8 milhões de bebés morrem anualmente durante este período; e acrescenta que um milhão de recém-nascidos morre no primeiro dia de vida.

Muitas destas mortes poderiam ser facilmente evitadas com intervenções simples, eficazes e de baixo custo antes, durante e imediatamente após o nascimento.

Os estudos apontam para a existência de falhas no sistema de saúde durante o tempo crítico que rodeia o parto como um factor muito significativo para estas mortes desnecessárias. E mostram também que existem variações consideráveis – de país para país e entre ricos e pobres – na no recurso e na qualidade dos serviços de saúde disponíveis para mulheres grávidas e para os seus bebés.

As principais conclusões deste estudo incluem:

  •  Cerca de metade de todas as mulheres não recebem o mínimo recomendado de quatro consultas pré-natais durante a gravidez.
  •  As complicações durante o trabalho de parto e parto são responsáveis por cerca de 1/4 de todas as mortes neonatais no mundo. Em 2012, 1 em cada 3 bebés (aproximadamente 44 milhões) vieram ao mundo sem apoio médico adequado.
  •  Os dados indicam que o início da amamentação durante a primeira hora após o nascimento diminui o risco de morte neonatal em 44%, mas menos de metade de todos os recém-nascidos no mundo colhe os benefícios da amamentação imediata.
  •  A falta de cuidados de qualidade é muito grande mesmo para as mães e bebés que recorrem ao sistema de saúde. Um estudo da UNICEF levado a cabo em 10 países com taxas de mortalidade elevadas, revela que menos de 10% dos bebés cujo parto foi assistido por uma parteira qualificada continuaram a beneficiar das sete intervenções pós-natais necessárias, nomeadamente da iniciação precoce à amamentação. De igual modo, menos de 10% das mães que consultaram um profissional de saúde durante a gravidez receberam o conjunto de oito intervenções pré-natais recomendadas.
  • Os países com número de mortes neonatais mais elevados têm também uma baixa cobertura de cuidados pós-natais para mães – Etiópia (84.000 mortes, 7% de cobertura); Bangladesh (77.000; 27%); Nigéria (262.000; 38%); Quénia (40.000; 42%).
  •  Os bebés cujas mães têm menos de 20 anos ou mais de 40 na altura do nascimento têm taxas de mortalidade mais elevadas.

O relatório mostra ainda que o nível de educação e a idade da mãe têm um impacto significativo na probabilidade de sobrevivência do seu bebé. As taxas de mortalidade neonatais em mulheres com pouca ou nenhuma educação são quase o dobro da que se verifica em mães que frequentaram o ensino secundário ou superior.

“Os dados mostram claramente que as hipóteses de sobrevivência de um bebé aumentam drasticamente quando a mãe tem acesso sustentado a cuidados de saúde de qualidade durante a gravidez e o parto,” afirmou Geeta Rao Gupta, Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Temos de garantir que estes serviços, onde existam, sejam plenamente utilizados e que cada contacto entre a mãe e o profissional de saúde que a assiste seja relevante. Devem também ser tomadas medidas especiais para abranger os mais vulneráveis.”

As desigualdades, particularmente no acesso aos cuidados de saúde, continuam a ser muito pronunciadas nos países menos desenvolvidos: as mulheres dos agregados familiares mais ricos têm três vezes mais probabilidades do que as mais pobres de terem um parto assistido por um profissional de saúde qualificado. No entanto, o relatório sugere que as discrepâncias relativas à mortalidade de crianças menores de cinco anos estão a diminuir de forma gradual. Em todas as regiões, com excepção da África subsariana, a mortalidade de menores de cinco anos nos grupos mais pobres da sociedade está a diminuir mais rapidamente do que nos mais ricos. De realçar que, ao nível dos países, os ganhos absolutos em matéria de sobrevivência infantil são maiores nas camadas mais pobres do que nas mais abastadas.

“É muito animador ver que as desigualdades na sobrevivência infantil estão a diminuir,” disse Geeta Rao Gupta. “Temos de aproveitar esta dinâmica e usá-la para impulsionar programas que centrem recursos nos agregados familiares mais pobres e marginalizados; uma estratégia que pode salvar o maior número de crianças.”

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Nota aos Editores:

‘Uma Promessa Renovada’ é um movimento global que tem como objectivo promover a estratégia ‘Todas as Mulheres Todas as Crianças’ (‘Every Woman Every Child’) – lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destinada a mobilizar e intensificar a acção global para melhorar a saúde das mulheres e das crianças em todo o mundo, através da acção e sensibilização com vista a acelerar a diminuição das mortes maternas, neonatais e infantis.

O movimento emergiu do ‘Apelo à Acção pela Sobrevivência Infantil’ (‘Child Survival Call to Action’), um fórum ao mais alto nível convocado em Junho de 2012 pelos Governos da Etiópia, da Índia e dos Estados Unidos, em colaboração com a UNICEF, a fim de analisar novas formas para estimular os progressos em matéria de sobrevivência infantil. Baseia-se na convicção de que a sobrevivência infantil é uma responsabilidade partilhada e que todos – governos, sociedade civil, sector privado e indivíduos – têm uma contribuição vital a fazer.

Desde Junho de 2012, 178 governos e muitas organizações da sociedade civil, do sector privado e indivíduos assinaram um compromisso de redobrar os seus esforços, e estão a transformar esses compromissos em acção e instrumentos de sensibilização. Mais informação sobre ‘Uma Promessa Renovada’ disponível em: www.apromiserenewed.org

Acerca do relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’:

O relatório deste ano incide sobre a sobrevivência neonatal. Este relatório apresenta não apenas níveis e tendências na mortalidade de crianças menores de cinco anos e neonatal desde 1990, como também proporciona análises sobre intervenções-chave para mães e recém-nascidos.

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Acerca da UNICEF:

A UNICEF promove os direitos e bem-estar de todas as crianças, em tudo o que fazemos. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para traduzir este nosso compromisso em acções concretas, centrando especialmente os nossos esforços em chegar às crianças mais vulneráveis e marginalizadas, para o benefício de todas as crianças, em qualquer parte do mundo. Para saber mais, visite http://www.unicef.pt

Para mais informação, é favor contactar:

- Vera Lança, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, vlanca@unicef.pt

- Carmen Serejo, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, cserejo@unicef.pt

 

 

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