Education at a Glance 2014 – Novo Relatório da OCDE

Setembro 11, 2014 às 12:15 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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glance

descarregar o relatório no link:

http://www.oecd.org/edu/eag.htm

This annual publication is the authoritative source for accurate and relevant information on the state of education around the world.

Featuring more than 150 charts, 300 tables, and over 100 000 figures, it provides data on the structure, finances, and performance of education systems in the OECD’s 34 member countries, as well as a number of partner countries.

It results from a long-standing, collaborative effort between OECD governments, the experts and institutions working within the framework of the OECD Indicators of Education Systems (INES) programme and the OECD Secretariat.

What’s new in the 2014 edition?

  • New indicators on private institutions, on what it takes to become a teacher, and on the availability of, and participation in, professional development activities for teachers.
  • Data from the 2012 Survey of Adult Skills, on attainment, employment, intergenerational education mobility, earnings, and social outcomes related to skills proficiency.
  • Data from the 2013 OECD Teaching and Learning International Survey (TALIS) and the 2012 OECD Programme for International Student Assessment (PISA) in several indicators.
  • Analysis of the impact of the recent economic crisis on the interplay among educational attainment, employment, earnings and public finance.
  • More in-depth information related to upper secondary completion rates and the types and use of student loans.
  • For the first time, data from Colombia and Latvia.

Portugal é um dos países da OCDE onde a percentagem de jovens que não estudam nem trabalham mais tem crescido

Setembro 11, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 9 de setembro de 2014.

 

publico

Samuel Silva

Quase 17% da população até aos 29 anos não tem qualquer actividade. Diplomados portugueses estão entre os mais afectados pelo desemprego, aponta relatório Education at a Glance, que este ano dá particular atenção às consequências da crise económica.

O número de jovens que não estudam nem trabalham não tem parado de crescer. Os chamados “nem-nem” representam já quase 17% da população nacional entre os 15 e os 29 anos, segundo o estudo anual da OCDE sobre o sector da Educação, que foi apresentado nesta terça-feira. Portugal é mesmo um dos países onde esta realidade mais se acentuou. O Education at a Glance 2014 dá particular atenção às consequências da crise económica sobre a educação e o emprego dos jovens.

Em menos de uma década, os jovens que não estudam nem trabalham passaram a valer mais quase quatro pontos percentuais na sua faixa etária. Em 2005, os “nem-nem” representavam 12,9% da população 15 aos 29 anos, um número que cresceu 0,6 pontos nos cinco anos seguintes. Em 2012, o ano em que se baseiam os indicadores reunidos pela OCDE neste relatório, estes jovens valiam já 16,6%. Destes, 11,8% estão desempregados – a maioria (7,7%) encontra-se nesta situação há mais de seis meses –, enquanto os restantes estão inactivos.

Fruto destes resultados, Portugal é o décimo país do mundo com maior percentagem de jovens até aos 29 anos que estão inactivos. A tabela é liderada pela Turquia (29,2%), ao passo que a Holanda tem o melhor resultado (6,71%). Contrariamente ao que aconteceu em Portugal, a crise económica mundial fez aumentar o número de jovens no sistema de ensino. Entre 2008 e 2012, a proporção de população entre os 15 e os 29 anos que já não se encontrava a estudar diminuiu de 41 para 36%. As dificuldades de acesso ao mercado de trabalho tornaram o custo de oportunidade de uma formação mais apetecível, fazendo com que muitos jovens tenham optado por se manter no sistema de ensino.

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Por isso, entre 2011 e 2012, a média de “nem-nem” nos países da OCDE diminuiu 0,5 pontos percentuais, fixando-se agora em 15%. Portugal está quase dois pontos acima da média e é o terceiro país onde esta proporção mais cresceu no último ano analisado pelo relatório: 1,4 pontos percentuais. Apenas Itália (1,5) e Espanha (1,4) registam uma evolução semelhante.

Este “Olhar sobre a Educação” que a OCDE lança anualmente sobre os sistemas de ensino de 44 países – os seus 34 membros, aos quais se juntam países de grande dimensão que estão fora da organização como Brasil, China, Índia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul – presta este ano particular atenção aos efeitos da crise económica. Para isso, foram desenvolvidos novos indicadores, que avaliam, por exemplo, a ligação entre os níveis de educação e emprego e o nível de escolaridade e a mobilidade social.

Neste retrato, Portugal está quase sempre entre os países onde a crise teve um mais forte impacto sobre o sector da educação e o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. O desemprego atinge 10,5% dos diplomados nacionais, ao passo que a média da OCDE se fica pelos 5%. Só há outros dois países analisados em que esta taxa chega aos dois dígitos e ambos partilham com Portugal a localização geográfica e a exposição à crise financeira e às medidas de austeridade: a Grécia, onde a taxa de desemprego dos diplomados ultrapassa os 15%, e Espanha (12,4%).

Apesar destas dificuldades, o ensino superior continua a ser uma mais-valia para os portugueses no acesso ao mercado de trabalho. Os diplomados têm uma taxa de desemprego que é 5,5 pontos mais baixa do que a de quem tem menos do que o ensino secundário e os seus salários são mais altos 70% do que os colegas com menor formação.

Outro indicador revelador dos impactos da austeridade sobre o sistema de educação e formação nacional é o do financiamento do Estado ao sector. Portugal destina 3,66% do seu PIB à Educação, ficando abaixo da média da OCDE (3,85%). O país aparece também entre aqueles onde o investimento público mais caiu entre 2009 e 2011: cerca de 5%.

A análise feita pelo Education at a Glace deste ano mostra bem como o início da crise marca o ponto de inflexão do investimento em Educação. Entre 2008 e 2009, o financiamento público do sector estava a crescer 13 pontos acima do valor de referência. Nos três anos seguintes, inverteu a tendência e ficou oito pontos abaixo do limiar médio. Em situação semelhante encontram-se países como a Irlanda, a Espanha e a Itália.

Em consequência disto, a parcela de financiamento no sistema de ensino que é assegurado por privados – algo que se manifesta apenas no ensino superior – aumentou 24 pontos percentuais entre 2000 e 2011, fixando-se agora em 31,44%. A retracção do papel do Estado nas universidades e politécnicos em Portugal é apenas ultrapassada pela que se verificou no Reino Unido (onde os privados representam 37,5% dos gastos). Ambos os países são destacados no relatório pelo facto de terem aumentado “substancialmente” o valor das propinas cobradas nas instituições de ensino superior, o que releva outra das tendências identificadas no relatório: o aumento da percentagem de investimento assumida por particulares deve-se sobretudo às despesas suportadas pelas famílias dos alunos.

Uma geração “desligada”

O contínuo crescimento da camada da população jovem que não está a estudar nem a trabalhar está a criar uma geração “desligada” e com “falta de perspectivas em relação ao futuro”, dizem sociólogos contactados pelo PÚBLICO. Os números divulgados pelo relatório Education at a Glance da OCDE não são uma novidade para os especialistas, mas os 17% de jovens inactivos entre os 15 e os 29 anos que são apontados no documento permitem perceber a dimensão de um problema que é “preocupante”.

A socióloga do trabalho da Universidade do Minho (UM) Ana Paula Marques relaciona dois dos principais indicadores apontados pelo estudo internacional tornado público esta terça-feira. O aumento do número de jovens que não estudam nem trabalham está ligado ao nível extraordinariamente alto de diplomados que estão no desemprego em Portugal, considera a especialista. A situação tem contornos “preocupantes” e está a assumir uma dimensão “importante”.

“Este é um fenómeno novo em Portugal e tem vindo a registar-se a partir de 2010, o que talvez não seja acaso”, avalia Ana Paula Marques, lembrando que as dificuldades de inserção dos licenciados no mercado de trabalho estão associados à crise económica. Esta realidade está a criar as condições para que a chamada geração “nem-nem” seja também uma geração “desligada” da sociedade. “Não é só a falta de emprego. Estes jovens também perdem a ligação com a cidadania e a sua integração, com todas as consequências que isso tem”, alerta a especialista.

“Quanto mais tempo passarem nesta situação, mais complicada ficará a situação destes jovens”, concorda Carlos Manuel Gonçalves, sociólogo da Universidade do Porto (UP), que, entre outros estudos, coordenou “Licenciados, Precaridade e Família”, editado em 2010. Dos 16,6% de jovens inactivos, 7,7% estão no desemprego há mais de seis meses. Este desemprego de longa duração, associado à falta de inserção no sistema de educação e formação “está a criar um grupo de pessoas não qualificadas”, aponta o professor da UP.

Para o investigador, o crescimento dos jovens que não estudam nem trabalham tem uma explicação “conjuntural”, associada à crise económica, que está a dificultar o acesso dos jovens europeus ao mercado de trabalho. Portugal “não é caso único”, sublinha. Todavia, o sociólogo do Porto acrescenta a esta uma outra explicação de carácter estrutural: “Há uma desafeição de muitos jovens em relação à escola e à formação”, considera, atribuindo esta circunstância à “falta de expectativas relativamente ao futuro”.

Ana Paula Marques concorda com esta ideia de “ausência de futuro”, que condiciona as possibilidades de acção no presente. Esta dimensão coloca mesmo dificuldades ao sucesso das políticas públicas de formação e inserção do mercado de trabalho. Ainda assim, os dois especialistas dizem ser importante reforçar essas apostas, de modo a manter os jovens inactivos mais próximos do emprego ou do sistema de educação. “Não podemos deixar este vazio tomar espaço”, avisa a socióloga do trabalho da UM.

 

 

 

UN tells Ireland to ban smacking children

Agosto 26, 2014 às 6:00 am | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do site http://www.thejournal.ie de 25 de julho de 2014.

O documento da United Nations Human Rights Committee citado na notícia é o seguinte:

Concluding observations on the fourth periodic report of Ireland CCPR/C/IRL/CO/4

 

Shutterstock

They say that the State should focus on promoting non-violent forms of discipline.

THE UN HAS told Ireland to ban smacking children.

The international body’s Human Rights Committee yesterday released a hard-hitting, eight-page document of “concluding observations” which also criticise Ireland’s handling of the symphysiotomy controversy and lack of progress investigating the institutional abuse of women and children in mother-and-baby homes as well as abortion.

In their recommendations on children, the UNHRC says:

“The State party should take appropriate steps, including the adoption of suitable legislation, to put an end to corporal punishment in all settings.

It should encourage non-violent forms of discipline as alternatives to corporal punishment, and conduct public information campaigns to raise awareness about its harmful effects.

The recommendations have been welcomed by the Children’s Rights Alliance, who have long called for an outright ban on smacking.

“The UN Human Rights Committee has called on Ireland to ban hitting children in all settings,” said Tanya Ward of the Children’s Rights Alliance.

“A ban would change attitudes and reduce abuse levels overall. It’s about time that we took action to protect children from all forms of violence. The Committee also called on the Government to encourage non-violent forms of discipline and to conduct information campaigns to raise awareness about its harmful effects.

“Once again, the committee has criticised the lack of access to secular education in Ireland for children of minority faith or non-faith families. They recommend that the Government legislate against discrimination in access to schools on the grounds of religion or belief and increase the number of diverse schools and curriculum.”

 

 

 

Children on the Move, Family Tracing and Needs Assessment – Guidelines for Better Cooperation between Professionals Dealing With Unaccompanied Foreign Children in Europe – relatório da IJJO

Agosto 20, 2014 às 6:00 am | Na categoria Divulgação, Relatório | Deixe o seu comentário
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descarregar o relatório aqui

The structure of the Guidelines report combines the illustration of the overall European framework with the in-depth investigation of national context. The final goal of this comprehensive analysis is to identify common issues, how they can be effectively addressed, and what role can be played by increased cooperation between stakeholders in the process.

The report consists of three main sections. After a brief introduction to present the NET FOR U project and the methodology, the first section provides the theoretical background to the following investigation, describing the international and European legislation on the issue. Outlining the specific safeguards that are provided, it aims to enhance the notion of a child’s rights approach, while also taking into account the latest evolutions from the side of the EU, namely Dublin II and Dublin III Regulations.

The second part draws from the experience of the final conference of the project, organised by the IJJO and held in Brussels on April 24th, benefiting from the contributions of some of the participants at the event. Representatives of Save the Children, the International Organization for Migration, and the Platform for International Cooperation on Undocumented Minors highlighted the challenges of family tracing and of the overall process of reception of Unaccompanied Children, and offered their analysis in three articles.

The evaluation of national situations constitutes the most notable part of the report. This last section is composed of two sub-parts. The first proposes a qualitative and quantitative analysis of Unaccompanied Children’s profiles in the host countries, while the second examines highlights and shortcomings in the phase of service provision. Here, the various national reports from France, Germany, Greece, Italy, Spain and the United Kingdom devote particular attention to the practices of needs assessment and family tracing.

To conclude, the report suggests some practical steps to favour the creation of a more connected network of practitioners and associations, to foster cooperation in practice as well as on a more strategic level. This would, on the one hand, favour influence over the European decision-making structure, and on the other, facilitate the solution to concrete day-to-day management. Moreover, some of the suggested initiatives address specifically the issue from the point of view of the child, proposing measures that would help to overcome the extreme fragmentation of experience that youths face during their migration process.

 

Relatório Consumo Alimentar e Nutricional de Crianças em Idade Pré-Escolar

Agosto 7, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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relatorio

O `Relatório Consumo Alimentar e Nutricional de Crianças em Idade Pré-Escolar´, de onde advêm os resultados que originaram o livro `Da mesa à horta: Aprendo a gostar de frutas e vegetais´, está disponível para consulta AQUI e para download AQUI.

Este relatório foi realizado com informação recolhida no âmbito da coorte Geração 21 (Coordenador Científico: Henrique Barros), desenvolvido no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, no âmbito do projeto `Hábitos alimentares em crianças em idade pré-escolar: uma abordagem longitudinal para identificar os determinantes e os efeitos na composição corporal´ (PTDC/SAU-ESA/108577/2008) (Investigadora Principal: Carla Lopes).

 

Apresentação do Relatório de Atividades da Mediação Escolar do IAC- 2013/2014

Agosto 5, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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A Mediação Escolar, presente nas escolas através dos GAAF (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família), surge da necessidade de intervenção direta nas escolas, no sentido de promover a mediação entre a criança, a escola, a família e a comunidade.

As atividades realizadas por estes Gabinetes têm como princípio subjacente o crescimento harmonioso e global da criança e do jovem, num ambiente humanizado e facilitador da integração social, salvaguardando o bem-estar das mesmas.

No presente ano letivo, fizeram parte da Rede GAAF 17 Gabinetes, que atuaram nos diversos Agrupamentos de Escolas por todo o país, na sua maioria, constituídos por uma equipa multidisciplinar formada por psicólogos, técnicos de serviço social, mediadores, animadores e monitores, que em articulação com a escola, a família e a comunidade, intervêm ao nível dos pátios, salas de aula, conselhos de turma, família, visitas domiciliárias e comunidade com o propósito de prevenir situações de risco para as crianças.

O presente relatório contempla todas as atividades realizadas pela Mediação Escolar ao longo do ano letivo 2013/2014, a avaliação das mesmas, bem como o trabalho realizado com os estagiários (académicos e profissionais).

Em primeiro, serão apresentados e analisados os gráficos relativos às reuniões e atividades realizadas pela Mediação Escolar, que este ano acresceu às suas responsabilidades, a coordenação intermédia da Medida PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), que pelas suas características será abordado separadamente.

  • Reuniões:
  • Estagiários;
  • Equipa;
  • SOS Criança / IAC;
  • Parceiros;
  • Escolas;
  • Ações de sensibilização;
  • Palestras/ Seminários.

Posteriormente, serão apresentados os resultados relativamente ao trabalho realizado com os estagiários, bem como os gráficos dos resultados obtidos nas diversas apresentações e avaliações das Ações de Sensibilização: Bullying, Ansiedade eStress nos Exames,Gestão de Conflitos em Sala de Aula e Práticas Parentais Positivas.

Por fim, será feita uma conclusão final sobre o trabalho realizado pela Mediação Escolar ao longo deste ano letivo.

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA MEDIAÇÃO ESCOLAR 2013-2014

 

 

Relatório sobre políticas alimentares das escolas da Europa

Agosto 2, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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food

descarregar o relatório Mapping of National School Food Policies across the EU28 plus Norway and Switzerland

 

The Challenges of Climate Change: Children on the front line – Novo Relatório da Unicef

Agosto 1, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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children

descarregar o relatório aqui

Children and young people represent 30 per cent of the world’s population. Not only do they represent the largest group of people currently affected by climate change, but they are also more vulnerable than adults to its harmful effects. Children and young people also constitute the generation that will be required to deal with the future impacts of climate change and that will have to deliver the very deep cuts in greenhouse gas emissions that will be essential in the coming decades. This book is an attempt to redress the balance. It brings together the knowledge and opinions of 40 contributors – scientists, development workers, and experts in health, nutrition and children’s rights – in an attempt to build up a clear picture of what climate change means for the children of today and tomorrow.

According to some measurements, climate disasters affect 175 million children a year, and in Africa and South Asia alone, an estimated 250,000 children die each year due to climate change. Children’s right to a sustainable future has been internationally recognized in the CRC, and with this report we’re bringing attention to the crisis of climate change.

Número de sinalizações de crianças vítimas de tráfico disparou em três anos

Julho 15, 2014 às 2:26 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 14 de julho de 2014.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Relatório Anual sobre Tráfico de Seres Humanos 2013

 

David Clifford

David Clifford

 

Ana Cristina Pereira

Relatório do Observatório do Tráfico de Seres Humanos apontava para a possível existência de 49 casos em 2013. Portugal está a ser utilizado como plataforma de tráfico de seres humanos.

Algo pode estar a mudar. Ao Observatório do Tráfico de Seres Humanos chegou no ano passado notícia de 49 eventuais vítimas menores de idade. Três anos antes, as polícias não tinham ido além de sete. Nem todas as suspeitas se confirmaram. No fim do ano, 27 casos continuavam em investigação.

São raros os processos como o que agora envolve Daniel, o bebé de 18 meses que a mãe terá tentado vender na Madeira no início desde ano (ver texto). De acordo com o relatório anual, a Polícia Judiciária abriu três inquéritos relacionados com tráfico de crianças portuguesas para adopção.

A maior parte do tráfico de crianças por cá terá por objectivo a exploração sexual ou a mendicidade forçada. Em 2013, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) contava 17 casos de tráfico para exploração sexual de raparigas, entre os 13 e os 17 anos, oriundas da Nigéria, da Guiné-Bissau, do Senegal e de outros países africanos. E sete de tráfico para mendicidade de crianças, entre os nove e os 16 anos, oriundas dos Balcãs. Seriam de nacionalidade portuguesa as outras crianças sinalizadas por organizações não governamentais (ONG).

Joana Daniel Wrabetz, que foi a primeira coordenadora do observatório e com ele ainda colabora, congratula-se: “Finalmente, [as autoridades] começam a identificar crianças.” A identificação está longe de ser simples. “É um processo que tem de ser melhorado”, salienta. A especialista considera que tem vindo a sê-lo.

Manuel Albano, relator do relatório sobre Tráfico de Seres Humanos, está convencido de que toda a gente está mais atenta. “Tem havido um esforço muito grande” para sensibilizar, informar, formar – as polícias, mas também a sociedade como um todo. A começar pelos estudantes do ensino básico, secundário e superior com quem têm trabalhado ONG. Não basta correr atrás do prejuízo. Há que sensibilizar, prevenir. E isso, considera aquele dirigente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, passa por todos: implica “consciência social sobre o que é a vida humana”, saber que “uma pessoa não é uma mercadoria”.

É um fenómeno residual. “Portugal não é um país especialmente atractivo [para traficantes de seres humanos]”, diz o director nacional adjunto do SEF, José van der Kellen. “Subjacente ao tráfico está a dimensão económica. O que torna um país atractivo é o gerar muito dinheiro, o movimentar muito dinheiro”, explica. Ora, Portugal está a braços com uma crise financeira, económica e social.

Dos países pobres para os ricos

Neste momento, a maior preocupação de José van der Kellen é “a utilização do país como plataforma” de tráfico de seres humanos. Há pessoas a sair, sobretudo, de África em situação de “grande vulnerabilidade” e a passar por Portugal rumo a países europeus mais prósperos. E pessoas saídas do Leste da Europa a circular pela União, incluindo Portugal, também em grande vulnerabilidade.

Parecem ter-se multiplicado as redes que forçam idosos, mulheres e crianças a mendigar, ou mesmo a roubar, pelas mais variadas cidades europeias e que ao fim de cada dia lhes ficam com o ganho. “Este ano ainda não tivemos casos de crianças [nesta situação], mas estamos atentos, porque sabemos que isso acontece”, comenta o inspector.

No ano passado, ninguém terá recorrido ao Programa de Apoio ao Retorno Voluntário para auxiliar uma vítima de tráfico. Segundo o relatório do Observatório de Tráfico de Seres Humanos, tutelado pelo Ministério da Administração Interna, 34 das 49 crianças sinalizadas foram acolhidas em lares de infância e juventude ou outras estruturas de apoio. As outras não terão recebido assistência.

 

 

Estudo recomenda reforço de actividades culturais nas escolas

Julho 6, 2014 às 3:00 pm | Na categoria Divulgação, Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 29 de junho de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Cultura, formação e cidadania : relatório final

Anexos Sumário Executivo Apresentação Pública a 2014.06.27 Síntese – Conclusões e Recomendações

cultura

Por Agência Lusa

Por outro lado, as atividades lúdico-expressivas verificaram um “regular incremento relativo do número de alunos abrangidos, no decurso de 2009 até 2013”

As escolas devem passar a incluir um maior número de atividades artísticas e culturais, que sejam acompanhadas por uma maior interação entre a Secretaria de Estado da Cultura e o Ministério da Educação e Ciência, segundo um estudo divulgado hoje.

O documento “Cultura, Formação e Cidadania”, desenvolvido no âmbito do Plano Cultura 2020, coordenado pelo professor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Carlos Fortuna, e hoje apresentado no Porto, sugere que se reforce “a presença das artes e da cultura no meio escolar, através de um contato regular dos alunos e professores com diversas linguagens estéticas e artísticas contemporâneas, e com diversos agentes artísticos e culturais, através, por exemplo, do fomento de ‘residências’ regulares de artistas e grupos/companhias/estruturas culturais e artísticas na escola”.

Nesse sentido, é ainda recomendado que se aumentem as oportunidades de formação/ação direcionadas a professores e educadores, “nos domínios de criação artística e cultural”, assim como a criação de uma “linha de apoio financeiro (cooperação ME/SEC) às escolas, para lançamento e reforço de ‘projetos-piloto’ para a redução do absentismo, do insucesso e do abandono escolar precoce”.

“Diversas análises apontam para a influência positiva que as disciplinas artísticas podem desempenhar na melhoria do ‘clima’ existente na escola, tornando a sua frequência mais motivadora para os alunos, contribuindo deste modo para a redução das interações sociais negativas e os comportamentos potencialmente antissociais”, contribuindo também “para melhorar a ligação emocional e os relacionamentos entre alunos e professores”.

O relatório apresentado hoje, perante o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, refere que “continua a ser muito importante o desenvolvimento de atividades artísticas e culturais em contextos extraescolares, o que permite a criação de oportunidades de saída que, para determinados segmentos da população escolar, são muitas vezes uma via privilegiada (senão única) de acesso a espaços especificamente vocacionados para a fruição cultural e artística, e a experimentação artística”.

Segundo dados do documento, o ensino de música, no contexto das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), sofreu um “decréscimo gradual” desde 2011, o que contrariou a subida sentida nos dois anos letivos anteriores.

Por outro lado, as atividades lúdico-expressivas verificaram um “regular incremento relativo do número de alunos abrangidos, no decurso de 2009 até 2013”.

O estudo relata ainda que mais de metade dos espaços que integram a Rede Portuguesa de Museus “não dispõe de um plano de emergência aprovado pelas entidades competentes”, algo que propõe que seja corrigido.

Este trabalho faz parte do Plano Cultura 2020, desenvolvido no contexto do quadro europeu, por iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, através do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, com o objetivo de ajudar a projetar políticas culturais para os próximos anos.

O Plano Cultura 2020 prevê a realização de cerca de uma dezena de estudos sobre o setor, em articulação com o Instituto Financeiro do Desenvolvimento Regional, o Instituto Nacional de Estatística e “um conjunto alargado de universidades e investigadores”.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

 

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