Aos seis meses de vida, só 22% dos bebés tomam apenas leite da mãe

Outubro 19, 2014 às 11:05 am | Na categoria A criança na comunicação social, Relatório | Deixe o seu comentário
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texto do Público de 12 de outubro de 2014.

ENRIC VIVES-RUBIO

Romana Borja-Santos

Valor fica aquém das metas da Organização Mundial de Saúde, mas tem melhorado desde que a DGS começou a publicar o Registo do Aleitamento Materno.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os bebés sejam alimentados em exclusivo com leite materno até aos seis meses, mas em Portugal só 22% das crianças nesta idade cumprem esta meta. Os dados, referentes a 2013, fazem parte do Registo do Aleitamento Materno e foram divulgados neste domingo pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Apesar de os valores estarem muito aquém das metas da OMS, que pretendia ter pelo menos 50% dos bebés em aleitamento exclusivo até aos seis meses, a verdade é que Portugal tem conseguido uma evolução positiva. No período de três anos, o país conseguiu passar de 14% dos bebés a cumprirem as indicações da OMS para 22%.

O relatório, que é feito desde 2010 com o objectivo de monitorizar os processos de alimentação de lactentes e crianças pequenas em Portugal, indica ainda que no ano passado mais de 98% dos bebés começaram a mamar antes da alta hospitalar. Em quase 77% dos casos o aleitamento materno foi conseguido em exclusivo, isto é, sem que tenha sido dado nenhum tipo de suplementos. Um valor que sobe para os 79% nos chamados Hospitais Amigos dos Bebés, que são unidades que cumprem dez medidas definidas pela OMS e consideradas essenciais para a promoção, protecção e apoio ao aleitamento materno.

Além dos dados sobre o aleitamento aos seis meses, o relatório mostra também que na chamada consulta de puerpério, feita entre a quinta e a sexta semana de vida, 88% das crianças mantinham-se a tomar o leite da mãe em exclusivo. No entanto, aos dois meses este valor cai abruptamente para menos de 52% e, aos quatro meses, volta a descer para 35%. Ao todo, em 10% dos casos as famílias optaram por iniciar a alimentação complementar (como papas e sopas) antes dos cinco meses e 25% fizeram-no antes dos seis meses.

A recolha dos dados foi feita em hospitais e centros de saúde e contou com uma amostra de mais de 31 mil recém-nascidos, o que corresponde a 25% dos nascimentos em Portugal. Porém, a DGS, perante o aumento do número de casos de prematuros, recomenda que, no futuro, seja feito um estudo específico sobre estas crianças, dadas as particularidades que os bebés pré-termo envolvem.

IV Relatório com os dados do Registo do Aleitamento Materno 2013

http://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/iv-relatorio-com-os-dados-do-registo-do-aleitamento-materno-2013-pdf.aspx

 

Ending Violence Against Children: Six Strategies for Action – Novo relatório da Unicef

Outubro 13, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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ending

Ending Violence Against Children: Six Strategies for Action provides evidence of effective programmes to address violence against children drawn from UNICEF’s decades of experience, and informed by key partners. Case studies from around the globe illustrate how well-crafted prevention and response strategies can reduce the prevalence and impact of violence against children. The report is released as part of the #ENDviolence global initiative calling for an end to all forms of violence against children. It is directed at government leaders, civil society representatives, the private sector and the international development community.

descarregar o relatório aqui

UNICEF chama a atenção para “magnitude da violência” contra raparigas

Outubro 10, 2014 às 2:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do i de 10 de outubro de 2014.

descarregar comunicado de imprensa da Unicef Portugal Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes são vítimas de violência física

descarregar o relatório Hidden in Plain Sight: A statistical analysis of violence against children mencionado na notícia

Por Agência Lusa

“Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes é vítima de violência física”, ou seja, aproximadamente 70 milhões, entre os 15 e os 19 anos, recordou num comunicado

O Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF chamou hoje a atenção para “a magnitude da violência” contra as adolescentes, a propósito do Dia Internacional da Rapariga, que se assinala no sábado.

“Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes é vítima de violência física”, ou seja, aproximadamente 70 milhões, entre os 15 e os 19 anos, recordou num comunicado.

A agência da ONU faz uma nova compilação da dados já divulgados, nomeadamente no relatório apresentado publicamente no início de setembro “Escondido à vista (Hidden in plain sight)”, o maior trabalho alguma vez realizado sobre violência contra as crianças, baseado em dados de 190 países.

“Cerca de 120 milhões de raparigas menores de 20 anos (cerca de uma em cada 10) tiveram experiências de relações sexuais forçadas ou outro tipo de atos sexuais forçados”, assinalou.

A UNICEF lembrou ainda que “mais de 700 milhões de mulheres hoje vivas casaram antes dos 18 anos” e “mais de uma em cada três (cerca de 250 milhões) entraram numa união antes dos 15 anos”.

No comunicado, a organização revela igualmente preocupação com as “perceções erradas e prejudiciais sobre a aceitação da violência, particularmente entre as raparigas”: a recusa de relações sexuais, o sair de casa sem autorização, discutir ou queimar o jantar são justificação para que um homem bata na companheira para quase metade das raparigas entre os 15 e os 19 anos, de acordo com os dados.

“Estes números refletem uma mentalidade que tolera, perpetua e até justifica a violência – e devem fazer soar um alarme a toda a gente, em todo o lado,” afirmou Geeta Rao Gupta, directora-adjunta da UNICEF.

Manter as raparigas na escola para que adquiram “competências cruciais”, dialogar com as comunidades e reforçar os serviços judiciais, criminais e sociais podem prevenir a violência, aconselha a organização.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

Unicef: Quase metade das adolescentes legitima violência no casal

Outubro 10, 2014 às 12:01 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia da TSF de 10 de outubro de 2014.

descarregar comunicado de imprensa da Unicef Portugal Quase uma em cada quatro raparigas adolescentes são vítimas de violência física

descarregar o relatório Hidden in Plain Sight: A statistical analysis of violence against children mencionado na notícia

 Na véspera do Dia Internacional da Rapariga (11 de outubro), a Unicef revela num relatório que quase metade das adolescentes considera que, nalguns casos, é admissível que um parceiro bata na mulher.

70 milhões de raparigas adolescentes dizem ser vítimas de violência física desde os 15 anos. Um relatório da Unicef revela que 120 milhões de raparigas com menos de 20 anos tiveram relações sexuais forçadas e uma em cada três esteve casada e foi vítima de violência emocional, física ou sexual praticada pelo maridos ou parceiros.

Os dados indicam que mais de metade das raparigas que foram vítimas de abuso físico nunca procuraram ajuda e muitas afirmaram que não consideram os maus tratos um abuso ou um problema.

Quase metade das adolescentes com idades entre os 15 e os 19 anos considera que é admissível que um parceiro bata na mulher nalguns casos: por exemplo, se a mulher discutir com o marido, se sai de casa sem lhe dizer, se é descuidada com os filhos, se deixa queimar a comida ou se disser que não quer ter relações sexuais.

As taxas mais elevadas de casamentos na infância e adolescência verificam-se nos países da África subsariana e no Sul da Ásia: uma em cada três raparigas casaram antes dos 15 anos.

Childcare services for school age children

Outubro 6, 2014 às 6:00 am | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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chilcare

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This report provides a first comprehensive analy­sis of the availability, quality and affordability of out-of school-services for school-going children in the 27 EU Member States, the three EEA-EFTA countries (Iceland, Norway and Liechtenstein), Croatia, the Former Republic of Macedonia (FY­ROM) and Turkey. The main focus is on children in pre-school and primary education. The report updates and complements earlier reports on the reconciliation of work and private life and on the provision of childcare services (Plantenga & Re­mery 2005 and 2009) This report provides a first comprehensive analy­sis of the availability, quality and affordability of out-of school-services for school-going children in the 27 EU Member States, the three EEA-EFTA countries (Iceland, Norway and Liechtenstein), Croatia, the Former Republic of Macedonia (FY­ROM) and Turkey. The main focus is on children in pre-school and primary education. The report updates and complements earlier reports on the reconciliation of work and private life and on the provision of childcare services (Plantenga & Re­mery 2005 and 2009).

 

Relatório Estatístico do SOS-Criança 2013

Setembro 22, 2014 às 8:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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sos

descarregar o relatório:

http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/sos/relatorio_2013.pdf

 

Apesar dos progressos significativos em matéria de sobrevivência infantil, 1 milhão de crianças morrem no primeiro dia de vida, maioritariamente de causas evitáveis

Setembro 18, 2014 às 1:00 pm | Na categoria Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe o seu comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 16 de setembro de 2014.

unicef

 

Análise indica falhas do sistema de saúde durante momentos-chave em torno da altura  do nascimento como um dos principais factores que contribui estas mortes desnecessárias

NOVA IORQUE/LISBOA, 16 de Setembro de 2014 – As taxas de sobrevivência infantil melhoraram substancialmente desde 1990 até agora, período em que o número absoluto de mortes de crianças menores de cinco anos diminuiu para metade – de 12.7 milhões para 6.3 milhões, segundo um relatório da UNICEF lançado hoje.

O relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’ (‘Committing to Child Survival: A Promise Renewed’) diz que os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido são os mais vulneráveis, e que quase 2.8 milhões de bebés morrem anualmente durante este período; e acrescenta que um milhão de recém-nascidos morre no primeiro dia de vida.

Muitas destas mortes poderiam ser facilmente evitadas com intervenções simples, eficazes e de baixo custo antes, durante e imediatamente após o nascimento.

Os estudos apontam para a existência de falhas no sistema de saúde durante o tempo crítico que rodeia o parto como um factor muito significativo para estas mortes desnecessárias. E mostram também que existem variações consideráveis – de país para país e entre ricos e pobres – na no recurso e na qualidade dos serviços de saúde disponíveis para mulheres grávidas e para os seus bebés.

As principais conclusões deste estudo incluem:

  •  Cerca de metade de todas as mulheres não recebem o mínimo recomendado de quatro consultas pré-natais durante a gravidez.
  •  As complicações durante o trabalho de parto e parto são responsáveis por cerca de 1/4 de todas as mortes neonatais no mundo. Em 2012, 1 em cada 3 bebés (aproximadamente 44 milhões) vieram ao mundo sem apoio médico adequado.
  •  Os dados indicam que o início da amamentação durante a primeira hora após o nascimento diminui o risco de morte neonatal em 44%, mas menos de metade de todos os recém-nascidos no mundo colhe os benefícios da amamentação imediata.
  •  A falta de cuidados de qualidade é muito grande mesmo para as mães e bebés que recorrem ao sistema de saúde. Um estudo da UNICEF levado a cabo em 10 países com taxas de mortalidade elevadas, revela que menos de 10% dos bebés cujo parto foi assistido por uma parteira qualificada continuaram a beneficiar das sete intervenções pós-natais necessárias, nomeadamente da iniciação precoce à amamentação. De igual modo, menos de 10% das mães que consultaram um profissional de saúde durante a gravidez receberam o conjunto de oito intervenções pré-natais recomendadas.
  • Os países com número de mortes neonatais mais elevados têm também uma baixa cobertura de cuidados pós-natais para mães – Etiópia (84.000 mortes, 7% de cobertura); Bangladesh (77.000; 27%); Nigéria (262.000; 38%); Quénia (40.000; 42%).
  •  Os bebés cujas mães têm menos de 20 anos ou mais de 40 na altura do nascimento têm taxas de mortalidade mais elevadas.

O relatório mostra ainda que o nível de educação e a idade da mãe têm um impacto significativo na probabilidade de sobrevivência do seu bebé. As taxas de mortalidade neonatais em mulheres com pouca ou nenhuma educação são quase o dobro da que se verifica em mães que frequentaram o ensino secundário ou superior.

“Os dados mostram claramente que as hipóteses de sobrevivência de um bebé aumentam drasticamente quando a mãe tem acesso sustentado a cuidados de saúde de qualidade durante a gravidez e o parto,” afirmou Geeta Rao Gupta, Directora Executiva Adjunta da UNICEF. “Temos de garantir que estes serviços, onde existam, sejam plenamente utilizados e que cada contacto entre a mãe e o profissional de saúde que a assiste seja relevante. Devem também ser tomadas medidas especiais para abranger os mais vulneráveis.”

As desigualdades, particularmente no acesso aos cuidados de saúde, continuam a ser muito pronunciadas nos países menos desenvolvidos: as mulheres dos agregados familiares mais ricos têm três vezes mais probabilidades do que as mais pobres de terem um parto assistido por um profissional de saúde qualificado. No entanto, o relatório sugere que as discrepâncias relativas à mortalidade de crianças menores de cinco anos estão a diminuir de forma gradual. Em todas as regiões, com excepção da África subsariana, a mortalidade de menores de cinco anos nos grupos mais pobres da sociedade está a diminuir mais rapidamente do que nos mais ricos. De realçar que, ao nível dos países, os ganhos absolutos em matéria de sobrevivência infantil são maiores nas camadas mais pobres do que nas mais abastadas.

“É muito animador ver que as desigualdades na sobrevivência infantil estão a diminuir,” disse Geeta Rao Gupta. “Temos de aproveitar esta dinâmica e usá-la para impulsionar programas que centrem recursos nos agregados familiares mais pobres e marginalizados; uma estratégia que pode salvar o maior número de crianças.”

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Nota aos Editores:

‘Uma Promessa Renovada’ é um movimento global que tem como objectivo promover a estratégia ‘Todas as Mulheres Todas as Crianças’ (‘Every Woman Every Child’) – lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destinada a mobilizar e intensificar a acção global para melhorar a saúde das mulheres e das crianças em todo o mundo, através da acção e sensibilização com vista a acelerar a diminuição das mortes maternas, neonatais e infantis.

O movimento emergiu do ‘Apelo à Acção pela Sobrevivência Infantil’ (‘Child Survival Call to Action’), um fórum ao mais alto nível convocado em Junho de 2012 pelos Governos da Etiópia, da Índia e dos Estados Unidos, em colaboração com a UNICEF, a fim de analisar novas formas para estimular os progressos em matéria de sobrevivência infantil. Baseia-se na convicção de que a sobrevivência infantil é uma responsabilidade partilhada e que todos – governos, sociedade civil, sector privado e indivíduos – têm uma contribuição vital a fazer.

Desde Junho de 2012, 178 governos e muitas organizações da sociedade civil, do sector privado e indivíduos assinaram um compromisso de redobrar os seus esforços, e estão a transformar esses compromissos em acção e instrumentos de sensibilização. Mais informação sobre ‘Uma Promessa Renovada’ disponível em: www.apromiserenewed.org

Acerca do relatório de progresso de 2014 ‘Compromisso pela Sobrevivência Infantil – Um Promessa Renovada’:

O relatório deste ano incide sobre a sobrevivência neonatal. Este relatório apresenta não apenas níveis e tendências na mortalidade de crianças menores de cinco anos e neonatal desde 1990, como também proporciona análises sobre intervenções-chave para mães e recém-nascidos.

Siga-nos no Twitter, Facebook, Instagram e G+.

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Acerca da UNICEF:

A UNICEF promove os direitos e bem-estar de todas as crianças, em tudo o que fazemos. Juntamente com os nossos parceiros, trabalhamos em 190 países e territórios para traduzir este nosso compromisso em acções concretas, centrando especialmente os nossos esforços em chegar às crianças mais vulneráveis e marginalizadas, para o benefício de todas as crianças, em qualquer parte do mundo. Para saber mais, visite http://www.unicef.pt

Para mais informação, é favor contactar:

- Vera Lança, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, vlanca@unicef.pt

- Carmen Serejo, UNICEF Portugal, Tel: +351 21 317 75 00, cserejo@unicef.pt

 

 

Rede de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família: Relatório de Atividades 2013/14

Setembro 18, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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A Mediação Escolar exerce a sua função a partir dos vários GAAF existentes nas diversas escolas que estabeleceram protocolo com o Instituto de Apoio à Criança (IAC). Esta promove e supervisiona um trabalho de equipa concretizado a partir dos técnicos dos GAAF, elementos fundamentais para a implementação, dinamização e organização de forma continuada, de todas as atividades. Todos os instrumentos, diretrizes e materiais científicos são preparados em equipa e utilizados por toda a rede.

Os GAAF surgiram com a principal diretriz de intervir a um nível direto junto das crianças, famílias e comunidade escolar onde foi dado acesso à sua implementação, propondo uma intervenção adequada nas problemáticas assinaladas.

Assim, os objetivos dos GAAF consistem em contribuir para o crescimento harmonioso e global das crianças e jovens, promovendo um ambiente mais humanizado e facilitador da integração social, bem como constituir-se como um observatório da vida na escola, detetando as problemáticas que afetam os alunos, as famílias e a comunidade escolar, propondo-se refletir sobre as mesmas de modo a planear a intervenção que melhor se adeque.

RELATÓRIO 2013/14

gaaf

Education at a Glance 2014 – Novo Relatório da OCDE

Setembro 11, 2014 às 12:15 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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glance

descarregar o relatório no link:

http://www.oecd.org/edu/eag.htm

This annual publication is the authoritative source for accurate and relevant information on the state of education around the world.

Featuring more than 150 charts, 300 tables, and over 100 000 figures, it provides data on the structure, finances, and performance of education systems in the OECD’s 34 member countries, as well as a number of partner countries.

It results from a long-standing, collaborative effort between OECD governments, the experts and institutions working within the framework of the OECD Indicators of Education Systems (INES) programme and the OECD Secretariat.

What’s new in the 2014 edition?

  • New indicators on private institutions, on what it takes to become a teacher, and on the availability of, and participation in, professional development activities for teachers.
  • Data from the 2012 Survey of Adult Skills, on attainment, employment, intergenerational education mobility, earnings, and social outcomes related to skills proficiency.
  • Data from the 2013 OECD Teaching and Learning International Survey (TALIS) and the 2012 OECD Programme for International Student Assessment (PISA) in several indicators.
  • Analysis of the impact of the recent economic crisis on the interplay among educational attainment, employment, earnings and public finance.
  • More in-depth information related to upper secondary completion rates and the types and use of student loans.
  • For the first time, data from Colombia and Latvia.

Portugal é um dos países da OCDE onde a percentagem de jovens que não estudam nem trabalham mais tem crescido

Setembro 11, 2014 às 12:00 pm | Na categoria Relatório | Deixe o seu comentário
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Notícia do Público de 9 de setembro de 2014.

 

publico

Samuel Silva

Quase 17% da população até aos 29 anos não tem qualquer actividade. Diplomados portugueses estão entre os mais afectados pelo desemprego, aponta relatório Education at a Glance, que este ano dá particular atenção às consequências da crise económica.

O número de jovens que não estudam nem trabalham não tem parado de crescer. Os chamados “nem-nem” representam já quase 17% da população nacional entre os 15 e os 29 anos, segundo o estudo anual da OCDE sobre o sector da Educação, que foi apresentado nesta terça-feira. Portugal é mesmo um dos países onde esta realidade mais se acentuou. O Education at a Glance 2014 dá particular atenção às consequências da crise económica sobre a educação e o emprego dos jovens.

Em menos de uma década, os jovens que não estudam nem trabalham passaram a valer mais quase quatro pontos percentuais na sua faixa etária. Em 2005, os “nem-nem” representavam 12,9% da população 15 aos 29 anos, um número que cresceu 0,6 pontos nos cinco anos seguintes. Em 2012, o ano em que se baseiam os indicadores reunidos pela OCDE neste relatório, estes jovens valiam já 16,6%. Destes, 11,8% estão desempregados – a maioria (7,7%) encontra-se nesta situação há mais de seis meses –, enquanto os restantes estão inactivos.

Fruto destes resultados, Portugal é o décimo país do mundo com maior percentagem de jovens até aos 29 anos que estão inactivos. A tabela é liderada pela Turquia (29,2%), ao passo que a Holanda tem o melhor resultado (6,71%). Contrariamente ao que aconteceu em Portugal, a crise económica mundial fez aumentar o número de jovens no sistema de ensino. Entre 2008 e 2012, a proporção de população entre os 15 e os 29 anos que já não se encontrava a estudar diminuiu de 41 para 36%. As dificuldades de acesso ao mercado de trabalho tornaram o custo de oportunidade de uma formação mais apetecível, fazendo com que muitos jovens tenham optado por se manter no sistema de ensino.

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Por isso, entre 2011 e 2012, a média de “nem-nem” nos países da OCDE diminuiu 0,5 pontos percentuais, fixando-se agora em 15%. Portugal está quase dois pontos acima da média e é o terceiro país onde esta proporção mais cresceu no último ano analisado pelo relatório: 1,4 pontos percentuais. Apenas Itália (1,5) e Espanha (1,4) registam uma evolução semelhante.

Este “Olhar sobre a Educação” que a OCDE lança anualmente sobre os sistemas de ensino de 44 países – os seus 34 membros, aos quais se juntam países de grande dimensão que estão fora da organização como Brasil, China, Índia, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul – presta este ano particular atenção aos efeitos da crise económica. Para isso, foram desenvolvidos novos indicadores, que avaliam, por exemplo, a ligação entre os níveis de educação e emprego e o nível de escolaridade e a mobilidade social.

Neste retrato, Portugal está quase sempre entre os países onde a crise teve um mais forte impacto sobre o sector da educação e o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. O desemprego atinge 10,5% dos diplomados nacionais, ao passo que a média da OCDE se fica pelos 5%. Só há outros dois países analisados em que esta taxa chega aos dois dígitos e ambos partilham com Portugal a localização geográfica e a exposição à crise financeira e às medidas de austeridade: a Grécia, onde a taxa de desemprego dos diplomados ultrapassa os 15%, e Espanha (12,4%).

Apesar destas dificuldades, o ensino superior continua a ser uma mais-valia para os portugueses no acesso ao mercado de trabalho. Os diplomados têm uma taxa de desemprego que é 5,5 pontos mais baixa do que a de quem tem menos do que o ensino secundário e os seus salários são mais altos 70% do que os colegas com menor formação.

Outro indicador revelador dos impactos da austeridade sobre o sistema de educação e formação nacional é o do financiamento do Estado ao sector. Portugal destina 3,66% do seu PIB à Educação, ficando abaixo da média da OCDE (3,85%). O país aparece também entre aqueles onde o investimento público mais caiu entre 2009 e 2011: cerca de 5%.

A análise feita pelo Education at a Glace deste ano mostra bem como o início da crise marca o ponto de inflexão do investimento em Educação. Entre 2008 e 2009, o financiamento público do sector estava a crescer 13 pontos acima do valor de referência. Nos três anos seguintes, inverteu a tendência e ficou oito pontos abaixo do limiar médio. Em situação semelhante encontram-se países como a Irlanda, a Espanha e a Itália.

Em consequência disto, a parcela de financiamento no sistema de ensino que é assegurado por privados – algo que se manifesta apenas no ensino superior – aumentou 24 pontos percentuais entre 2000 e 2011, fixando-se agora em 31,44%. A retracção do papel do Estado nas universidades e politécnicos em Portugal é apenas ultrapassada pela que se verificou no Reino Unido (onde os privados representam 37,5% dos gastos). Ambos os países são destacados no relatório pelo facto de terem aumentado “substancialmente” o valor das propinas cobradas nas instituições de ensino superior, o que releva outra das tendências identificadas no relatório: o aumento da percentagem de investimento assumida por particulares deve-se sobretudo às despesas suportadas pelas famílias dos alunos.

Uma geração “desligada”

O contínuo crescimento da camada da população jovem que não está a estudar nem a trabalhar está a criar uma geração “desligada” e com “falta de perspectivas em relação ao futuro”, dizem sociólogos contactados pelo PÚBLICO. Os números divulgados pelo relatório Education at a Glance da OCDE não são uma novidade para os especialistas, mas os 17% de jovens inactivos entre os 15 e os 29 anos que são apontados no documento permitem perceber a dimensão de um problema que é “preocupante”.

A socióloga do trabalho da Universidade do Minho (UM) Ana Paula Marques relaciona dois dos principais indicadores apontados pelo estudo internacional tornado público esta terça-feira. O aumento do número de jovens que não estudam nem trabalham está ligado ao nível extraordinariamente alto de diplomados que estão no desemprego em Portugal, considera a especialista. A situação tem contornos “preocupantes” e está a assumir uma dimensão “importante”.

“Este é um fenómeno novo em Portugal e tem vindo a registar-se a partir de 2010, o que talvez não seja acaso”, avalia Ana Paula Marques, lembrando que as dificuldades de inserção dos licenciados no mercado de trabalho estão associados à crise económica. Esta realidade está a criar as condições para que a chamada geração “nem-nem” seja também uma geração “desligada” da sociedade. “Não é só a falta de emprego. Estes jovens também perdem a ligação com a cidadania e a sua integração, com todas as consequências que isso tem”, alerta a especialista.

“Quanto mais tempo passarem nesta situação, mais complicada ficará a situação destes jovens”, concorda Carlos Manuel Gonçalves, sociólogo da Universidade do Porto (UP), que, entre outros estudos, coordenou “Licenciados, Precaridade e Família”, editado em 2010. Dos 16,6% de jovens inactivos, 7,7% estão no desemprego há mais de seis meses. Este desemprego de longa duração, associado à falta de inserção no sistema de educação e formação “está a criar um grupo de pessoas não qualificadas”, aponta o professor da UP.

Para o investigador, o crescimento dos jovens que não estudam nem trabalham tem uma explicação “conjuntural”, associada à crise económica, que está a dificultar o acesso dos jovens europeus ao mercado de trabalho. Portugal “não é caso único”, sublinha. Todavia, o sociólogo do Porto acrescenta a esta uma outra explicação de carácter estrutural: “Há uma desafeição de muitos jovens em relação à escola e à formação”, considera, atribuindo esta circunstância à “falta de expectativas relativamente ao futuro”.

Ana Paula Marques concorda com esta ideia de “ausência de futuro”, que condiciona as possibilidades de acção no presente. Esta dimensão coloca mesmo dificuldades ao sucesso das políticas públicas de formação e inserção do mercado de trabalho. Ainda assim, os dois especialistas dizem ser importante reforçar essas apostas, de modo a manter os jovens inactivos mais próximos do emprego ou do sistema de educação. “Não podemos deixar este vazio tomar espaço”, avisa a socióloga do trabalho da UM.

 

 

 

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