Sabe o que é a depressão do Facebook?

Abril 7, 2011 ás 1:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Publicar um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 29 de Março de 2011.

Press Release da AAP Aqui

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

The Impact of Social Media on Children, Adolescents, and Families

A Academia Americana de Pediatria (AAP) emitiu um relatório alertando para os vários perigos das redes sociais na saúde mental das crianças e jovens.

Para além, do ciberbullying e do sexting (mensagens escritas com conteúdo eróticos ou sexual), os especialistas falam agora de um novo risco da utilização das redes sociais, especialmente o Facebook: «depressão do Facebook».

«Existem aspectos únicos que fazem do Facebook um meio duro de se navegar pelos miúdos com fraca auto-estima», justificou Gwenn O´Keeffe, pediatra de Boston e autor líder das novas directrizes da AAP.

«Não se deve descurar os prós do facto de os miúdos usarem o Facebook, como relacionarem-se com amigos e família, partilharem fotos ou debaterem ideias», explicou o pediatra, alertando, no entanto que «grande parte do desenvolvimento social e emocional desta geração acontece enquanto estão na internet ou nos telemóveis».

A «depressão do Facebook» seria uma patologia com os mesmos sintomas que uma depressão normal, mas causada pelo isolamento e pela pressão social a que as redes sociais podem sujeitar os seus utilizadores, uma vez que são expostos a fotografias e comentários de outras pessoas, que aparentemente têm uma vida feliz e preenchida. «Pode ser mais doloroso do que sentar-se sozinho na cantina da escola ou do que outros encontros da vida real que deprimem os mais novos. Online não há maneira de ver expressões faciais ou linguagem corporal que proporcionem contexto, ao contrário da realidade», explicou ainda.

O relatório divulgado apela aos pediatras que eduquem as famílias, alertando os pais para falarem com os seus filhos sobre a utilização de redes sociais e que os avisem dos perigos que podem correr, tais como ciberbullying, sexting ou dificuldades em organizar o seu tempo.

O mesmo relatório indica que 22 por cento dos jovens ligam-se à internet mais de dez vezes por dia.

A AAP recomenda também aos pais que fiquem a par do modo de funcionamento das novas tecnologias para acompanharem os filhos e sugere algumas questões para os pais colocarem aos filhos: «O que é que escreveste hoje no Facebook?» ou «Alguém falou contigo no Facebook hoje?».

«Muito do que tem acontecido é saudável. Pode é, no entanto, ir longe demais», termina o O’Keefe.

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